TRANSFORMANDO VIDAS NO PODER DO ESPIRITO SANTO, COM A PREGAÇÃO DO EVANGELHO DE CRISTO JESUS.

NOSSA HISTÓRIA E NO QUE CREMOS!
NOSSA HISTÓRIA
A INSTITUIÇÃO E O FUNDADOR!
SABEMOS É CLARO QUE O FUNDADOR DA IGREJA É O PRÓPRIO ETERNO NOSSO SENHOR PAI DE JESUS CRISTO QUE É A ROCHA INABALÁVEL NA QUAL A IGREJA FOI E CONTINUA SENDO EDIFICADA. PORÉM TEMOS A CONSCIÊNCIA E CONVICÇÃO BÍBLICA QUE AO LONGO DA HISTÓRIA DEUS ESCOLHEU HOMENS E MULHERES CAPAZES E INCAPAZES PARA TORNA-LOS AINDA MAIS CAPAZES DE REALIZAR SERVIÇOS A DEUS E SEREM SEUS REPRESENTANTES.
EM RELAÇÃO A COMUNIDADE CRISTÃ DE DEUS NA TERRA ( CCDT ) NÃO FOI DIFERENTE, POIS É UMA LINDA VISÃO MINISTERIAL, NA VERDADE MAIS QUE ISSO! É UMA GRANDE INCUBÊNCIA! DADA POR DEUS, AO PASTOR (WHERBERTON CARLOS LEITE GOMES) DESDE QUE NASCEU, MAS QUE ENFIM SÓ TORNOU-SE CONSCIENTE DESTA VISÃO E MINISTÉRIO APÓS MUITOS ANOS DE CONFLITOS INTERNOS E RELUTÂNCIAS ACERCA DE SEUS DONS CHAMADO VOCAÇÃO E CAPACIDADE, BEM COMO VEIO TORNAR-SE AINDA MAIS DISPOSTO A SEGUIR EM SEU MINISTÉRIO E CHAMADO APÓS SEU CASAMENTO COM SUA ESPOSA (RAQUEL UCHÔA GOMES) E DE FATO NOSSA JORNADA E MISSÃO AQUI É AINDA MAIS FELIZ E MENOS DESGASTANTE, QUANDO CUMPRIMOS COM A ORDENANÇA DO CRIADOR REGISTRADA EM GÊNESIS 2:18 Então o Senhor Deus declarou: "Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda".
A COMUNIDADE CRISTÃ DE DEUS NA TERRA NÃO NASCEU PARA SER APENAS MAIS UMA PLACA DE INSTITUIÇÃO RELIGIOSA EM MEIO AOS MILHÕES JÁ EXISTENTES QUE AO LONGO DO CAMINHO PERDERAM SUAS IDENTIDADES,FOCO E MISSÃO, PELO CONTRARIO, NASCEMOS PARA QUE O REINO DOS CÉUS CONTINUE A SE EXPANDIR NA TERRA COMO TEM SIDO DESDE QUE O SENHOR JESUS FUNDOU SUA IGREJA NA CRUZ DO CALVÁRIO, E A CONFIRMOU NO MUNDO COM A DESCIDO DO ESPIRITO SANTO, COMO ESTÁ DESCRITO EM ATOS DOS APÓSTOLOS CAPITULO DE NUMERO 2: 1 EM DIANTE.
QUEM SOMOS?
Uma igreja comprometida com a verdade das escrituras sagradas que tem como base unica e insubstituível a palavra de DEUS a bíblia formada pela (Antiga e nova Aliança) de foma leiga conhecidas como “antigo e novo testamento”. Temos como meta de vida e missão de vida, alcançar o máximo possível de pessoas por meio da pregação pura e genuína do evangelho de Jesus cristo, tendo como base sua unica pregação em mateus 4:17. Assistêncializar também de acordo com nossas condições, a todos os necessitados tanto de alimento material quanto do principal, que é o espiritual.
NOSSOS SÍMBOLOS E NOME!
NOSSO NOME É “COMUNIDADE CRISTÃ DE DEUS NA TERRA” poque sabemos de acordo com a bíblia que o povo de D’eus não é apenas constituído apenas de cristãos, mas também de JUDEUS, portanto nosso SENHOR também tem uma comunidade judaica na terra que também é povo de Deus. O nome deste ministério também é fruto da direção do Espirito Santo e de comparações para conformidade bíblica, que nos mostra que não existe teologia de substituição quanto ao povo de israel como primariamente detentores do titulo de povo de Deus. Temos consciência que nós cristão fomos enxertados como RAMOS DE OLIVEIRA BRAVA assim como o apostolo Paulo disse em Romanos 11:17....... Por isso, somos a (COMUNIDADE CRISTÃ DE D’US NA TERRA) Não JUDAICA.
Temos como símbolos e logomarcas as figuras da BÍBLIA, um grupo de 04 pessoas representando a família original constituída e estabelecida por Deus dentro proposito de relacionamento entre homem e mulher, assim como foi a primeira família começada por Adão e Eva. Temos ainda a figura do TRIGO nas partes inferiores e superiores do circulo que representa o globo terrestre, semântica contida nisso é que A IGREJA É O TRIGO QUE ESTÁ NA TERRA, AGUARDANDO PELA VOLTA DO GRÃO DE TRIGO QUE ESTÁ NOS CÉUS. JESUS! Em verdade, em verdade vos asseguro que se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, permanecerá ele só; mas se morrer produzirá muito fruto. João 12:24...... A CRUZ VERMELHA: A crucificação era uma pratica de tortura e execução romana, essa pratica bem como o objto da cruz já existiam antes mesmo do VERBO se fazer carne, porem uma das infinitas e maravilhosas coisa que aconteceram no mundo após JESUS ter sido crucificado, foi a forma como a humanidade passou a olhar para este objeto. É impossível olhar para a CRUZ em qualquer parte do mundo em qualquer cultura que seja e não associa-la ao nosso MESTRE E SENHOR , AMADO JESUS! POR ESSE MOTIVO ADOTAMOS A CRUZ APENAS COMO UM SIMBOLO, MAS NUNCA COMO OBJETO DE SUPERSTIÇÃO AMOLETO OU MISTICO COMO FAZEM MUITAS RELIGIÕES PAGÃS. NOSSA CRUZ É VERMELHA PARA LEMBRAR-NOS QUE NAQUELE DIA DA CRUCIFICAÇÃO O SANGUE CARMESIM PURO E IMACULADO DE NOSSO SENHOR JESUS, FOI TOTALMENTE VERTIDO NA CRUZ, TORNANDO-A NAQUELE MOMENTO VERMELHA, AO OLHARMOS PARA A CRUZ NOS CONSCIENTIZAMOS TAMBÉM QUE POR CAUSA DE NOSSA NATUREZA PECAMINOSA E DEPRAVADA, FOI QUE TODA A VIOLENTA IRA DE DEUS CAIU EM CIMA DE UM ÚNICO INOCENTE, ASSIM COMO ESTÁ DESCRITO EM ISAÍAS 53.5 Mas, de fato, ele foi transpassado por causa das nossas próprias culpas e transgressões, foi esmagado por conta das nossas iniquidades; o castigo que nos propiciou a paz caiu todo sobre ele, e mediante suas feridas fomos curados. A POMBINHA BRANCA: Esta é apenas uma das representações da PESSOA DIVINA do ESPIRITO SANTO, como está registrado: e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corporal, como uma pomba. E do céu surgiu uma voz: “Tu és o meu Filho amado; e em ti me agrado sobremaneira”. Lucas 3:22
CONFISSÃO DE FÉ NO CREMOS.
A COMUNIDADE CRISTÃ DE D'US NA TERRA ( COMUNIDADE CDT OU CCDT ).
Crê, adota e prega o Plano de Deus para a Salvação, contido na Sua Palavra e resumido na seguinte Confissão de Fé:
1- A REVELAÇÃO DE DEUS
Cremos que, muito antes da fundação do mundo e do Universo, antes de tudo, Deus já existia (Pv 8:26-30, Sl 90:2). E que Ele é o único Criador de todas as coisas, sejam elas visíveis ou invisíveis (Cl 1:16). Tudo foi feito por Ele e sem Ele nada do que foi feito se fez (Jo 1:13). E que muito antes de a Palavra ser pregada por profetas ou escrita para a Humanidade, Deus se fez revelar como Criador através destas duas maneiras:
a) PELA OBSERVAÇÃO DA NATUREZA: Diante de tanta grandeza, até o mais primitivo dos homens teve a certeza de que “Alguém” tinha criado tudo isto. Por não terem a revelação da Palavra, os povos O adoravam como podiam, como os indígenas brasileiros e as tribos africanas. Mesmo os “selvagens nórdicos”, como os vinkings, com suas diversas mitologias, sabiam pela observação da Natureza, que “Alguém” estava acima deles (Sl 19:1-2, Sl 97:6, Is 40:26, Rm 1:19-20).
b) PELA SUA CONSCIÊNCIA: Jamais os arqueólogos, historiadores, sociólogos e psicólogos encontraram um só povo que fosse ateu. Mesmo uma criança, que nunca foi ensinada a respeito de Deus ou do pecado, já nasce com esta revelação escrita em seu coração. Todo ser humano, ao fazer algo contrário a este “código” escrito na sua consciência, sente que se tornou devedor a Alguém que não se pode ver, mas que sabe existir (Rm 2:14-15).
Ainda que a Natureza ou a Consciência Humana demonstrem a Autoria do Criador, contudo não revelam a Unicidade de Deus e seu caráter. Por isso, Deus, primeiramente, enviou:
c) OS PROFETAS: (Êx 4:12, I Sm 3; Is 6; Ez 3:17, Jr 7:1, 26:4-6, Ez 38:17-23, Os 1; Am 7:14-17, Zc 1:2—6, Mt 23:34-36). Através dos diversos Profetas enviados, Deus revelou Sua santidade, caráter, moral, autoridade e Juízo, mas faltava-lhes revelar Sua bondade, amor e misericórdia.
Então, por último, YHVH (Ex 3:14-15), usou a forma de revelação mais clara possível, para que todos os homens de todas as raças, loucos e sãos, sábios e tolos, ricos e pobres, grandes e pequenos, pudessem conhecê-Lo na sua forma pessoal:
d) JESUS CRISTO: Cremos no nascimento único e sobrenatural do Senhor Jesus Cristo, da linhagem do Rei Davi, prometido mil anos antes por Deus para ser o Rei Eterno (II Sm 7:8-9, 12-14, Sl 72), por um sinal único dado pelo próprio Deus: através do parto por uma virgem, na mesma cidade em que Davi nasceu (Is 7:14, Mq 5:2).
Assim, cremos que Ele foi gerado pelo Espírito Santo de Deus no ventre da virgem Maria, conforme anunciado pelo Anjo Gabriel:
“Salve, agraciada; o Senhor é contigo. Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo. O Senhor Deus lhe dará o trono de Davi seu pai e reinará eternamente sobre a casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.”. Então Maria perguntou ao Anjo: “Como se fará isso, visto que não conheço varão? ”. Respondeu-lhe o Anjo: “Virá sobre ti o Espírito Santo e a Virtude do Altíssimo te cobrirá com a Sua sombra. Por isso o Ente Santo que de ti há de nascer será chamado Filho de Deus” (Lc 1:28-35).
Cremos que Ele nasceu para ser DEUS CONOSCO, em cumprimento da profecia feita por Deus 700 anos no livro de Isaías, conforme anunciado pelo Anjo Gabriel a José:
“José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, pois o que nela se gerou é do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, a quem chamarás JESUS; porque Ele salvará o seu povo dos seus pecados. Ora, tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que fora dito da parte do Senhor pelo profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, o qual será chamado EMANUEL, que traduzido é: Deus conosco” (Is 7:14, Mt 1:20-23).
Cremos que Ele veio para ser “Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz” mas, principalmente, para SALVAR: O nome “JESUS”, dado pelo Céu, como nós conhecemos aqui no Ocidente, é a versão grega do nome hebraico “YeHOSHUA”, que quer dizer “YAVÉ SALVA”. Seu Nome, portanto, já mostra que Ele é o Deus Salvador! (Is 9:6).
Cremos que este sinal único de Deus era muito mais profundo do que simplesmente um menino nascer através do parto de uma mulher ainda virgem, mas que tal nascimento seria de um modo impossível para a Humanidade: Sem a participação da semente do homem, para que a prometida “semente” da mulher esmagasse a cabeça da antiga Serpente, que deu origem ao pecado no mundo (Gn 3:15).
Por isso “YeHOSHUA” – A semente da Mulher – veio para salvar a Humanidade de seus pecados.
Cremos que, não obstante Jesus Cristo ser chamado de “Filho de Deus”, Ele é o próprio Deus! No precário entendimento da Humanidade ninguém pode nascer neste mundo sem ter um pai. E se Ele não é filho de José, de quem seria então? A resposta simplista era: “De Deus!”. Mas a conclusão teológica de que Ele é o próprio Deus, também pode partir de simples perguntas humanas: “O filho do macaco é? Macaco! O filho do ser humano é? Ser humano! O filho de Deus é? Deus!
Portanto, cremos que Jesus Cristo não é “um deus”, como ensinam algumas religiões, nem tampouco “um deus menor”, porque a Palavra de Deus declara que não há outro Deus (Dt 4:35, 39, 33:26, I Sm 2:2, II Sm 7:22, I Rs 8:60, e o próprio Deus afirma em Isaías 44:8: “Há outro Deus além de mim? Não! Não há outra Rocha que eu conheça”. Ele também diz: “EU SOU O SENHOR e não há outro; fora de mim não há deus” (Is 45:5). E mais: “Porque assim diz o Senhor, que tem criado os céus, o Deus que formou a Terra e a fez; Ele a estabeleceu, não a criou vazia, mas formou para que fosse habitada; EU SOU O SENHOR e não há outro” (Is 45:18). Ele diz: “desde a antiguidade EU SOU DEUS e não há outro Deus” (Is 46:9, Os 13:4, Jl 2:27).
E para confirmar que o Salvador é Deus, Ele mesmo declara: “Não há outro Deus, senão eu; Deus justo e Salvador não há além de mim. Olhai para mim e sereis salvos, vós, todos os termos da terra, porque EU SOU DEUS, e não há outro! Por mim mesmo tenho jurado, já saiu da minha boca e não tornará atrás: que diante de mim se dobrará todo o joelho e por mim jurará toda língua” (Is 45:21-23).
Na pessoa de Jesus, Deus se revelou plenamente à raça humana, de modo que todos os povos na Terra podem compreender a sua principal missão: SALVAR.
Cremos que JESUS é o prometido ainda no Éden (Gn 3:15) e que os antigos profetizaram (Gn 49:10, Dt 18:15, Nm 24:17, Sl 40:7, 45:6, 110:1, Is 7:14, 9:6-7, 42:1-7, 53:1-12, 59:19-21, 61:1-11, Dn 2:44, 7:27, Zc 14:9, Mt 5:17, Lc 24:44) e que, apesar de conhecido como Filho de Deus (Mt 11:25-27, Mc 12:36-37, Lc 1:35, 10:22, Jo 5:25), é o próprio Deus, com a mesma autoridade do Pai (Mc 2:1-12, 13:31, 14:62, Jo 10:30, 12:44, Ap 1:8), tendo os seus milagres e maravilhas nunca antes realizados em toda a história da Humanidade (Lc 12:54-56; Jo 3:2, 9:32, 14:11) comprovado isso.
Os milagres de Jesus não foram feitos na base da mágica, ilusionismo, hipnotismo, sugestão ou prestidigitação. Ele os realizou porque tem poder para tanto, estando acima das leis da física e da natureza, que Ele próprio criou (Jo 1:3).
Seus prodígios e sinais foram realizados diante de milhares de testemunhas e as pessoas puderam provar e participar de suas maravilhas. Por isso, Jesus pôde, sem qualquer dificuldade, transformar água em vinho (Jo 2:9), curar o filho do oficial à distância (Jo 4:46), curar a febre da sogra de Pedro (Mt 8:14), limpar os leprosos (Mc 1:41), fazer andar o paralitico (Lc 5:18), tornar perfeita a mão ressequida de um homem (Mt 12:10), acalmar uma grande tempestade (Mt 8:26), estancar a hemorragia de uma mulher (Lc 8:43), andar sobre as águas (Mc 6:49), fazer falar e ouvir um homem que era surdo-mudo (Mc 7:33), curar uma criança lunática (Lc 9:37), curar dez leprosos de uma vez (Lc 17:12), curar um hidrópico (Lc 14:2), reimplantar a orelha cortada de Malco (Lc 22:51), fazer duas pescas maravilhosas em lugar que sabidamente não tinha peixe (Lc 5:6, Jo 21:6), libertar da possessão de espíritos imundos o endemoninhado da sinagoga (Mc1:26), do endemoninhado que era cego e mudo (Mt 12:22), do endemoninhado de Gadara que habitava em sepulcros (Lc 8:26), alimentar cinco mil pessoas com apenas cinco pães e dois peixinhos (Mt 14:15) e, em outra ocasião, alimentar quatro mil pessoas com sete pães e alguns peixinhos (Mt 15:32), ressuscitar os cadáveres do filho único da viúva (Lc 7:11), da filha de Jairo (Mt 9:18) e o de Lázaro, morto há quatro dias, em adiantado estado de putrefação e todas as testemunhas puderam sentir o seu mau cheiro (Jo 11), além de muitas outras coisas que Jesus fez e que se encontram relatadas nos quatros livros: Mateus, Marcos, Lucas e João, e as que não estão relatadas por falta de espaço (Jo 21:25).
Seus milagres foram tão reais e sobrenaturais, que os líderes religiosos de então se reuniram e traçaram um plano diabólico para tirar a vida de Jesus, pois diziam: “que estamos fazendo, uma vez que este homem opera muitos sinais? Se o deixarmos assim, todos crerão nele. Desde aquele dia, resolveram matá-lo” (Jo 11:53). Cremos que toda a Sua vida foi uma declaração do sublime amor de Deus (Mc 2:17, 10:21, 45, Lc 19:1-10, Jo 3:16) e que a Sua morte como Cordeiro de Deus coroou Sua vida em favor da Humanidade (Mc 14:22-24). Cremos que a Sua ressurreição e ascensão (Mt 28, Mc 16, Lc 24, Jo 20; At 2:6-11, Ap 5) são as garantias irrefutáveis de que, assim como Ele vive, nós também viveremos! (Ap 1:18).
Cremos que Jesus é a própria Palavra de Deus (Jo 1:1-17, Hb 1:1-2, I Jo 1:1, Ap 19:11-13) e que ninguém pode conhecer o Pai se não for por Ele (Mt 11:27, Jo 1:18) sendo Ele a única porta (Jo 10:9) e caminho para a salvação (Jo 14:6). E que “crer” é o verbo salvador (Mc 16:16, Lc 24:25, Jo 3:16, 5:24, 6:40-47, 11:25).
AS DUAS ALIANÇAS (TANACH E B’RIT HADASHACH) ANTIGA E NOVA!
2- AS ESCRITURAS SAGRADAS
Cremos nas Escrituras Sagradas como a Palavra Viva de Deus aqui na Terra porque o próprio Senhor Jesus testificou de sua verdade e origem. Desde a sua tentação no deserto, bem como em seus sermões, ou profecias, Jesus sempre dizia: “está escrito” ou “nunca lestes?”, e jamais pregou sobre tradições religiosas ou textos extra bíblicos, a não ser para combatê-los (Mt 4:4, 4:6, 4:7, 4:10, 5:17-18, 11:10, 21:13, 21:42, 22:29-32, 23:35, 25:31, 26:24, 26:31, Mc 2:25, 7:6, 9:12, 9:13, 10:5, 11:17, 12:10, 14:21, 14:49, Lc 4:16-21, 6:3, 10-26, 17:26, 18:31, 20:17, 22:37, Jo 6:45, 8:17, 10:34-36).
Jesus, ressuscitado, confirmou a veracidade das Escrituras, mostrando seu fiel cumprimento, pregando desde Moisés, os Profetas e Salmos (Lc 24:25-44), e ainda abriu os entendimentos dos discípulos para compreenderem as Escrituras (Lc 24:46).
Cremos que Jesus citou largamente a Escritura hebraica, assim como os demais Apóstolos, porque o Novo Testamento ainda não havia sido escrito; mas cremos que o Novo Testamento é igualmente bíblico e inspirado por Deus, porque traz os “escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu Nome” (Jo 20:31, Ap 1:19, 2:1, 2:8, 2:12, 2:18, 3:1, 3:7, 3:14, 14:13, 19:9, 21:5).
Por isso, cremos totalmente na inspiração Divina das Escrituras, tanto no Antigo como no Novo Testamento (2 Tm 3:16-17), e que a Bíblia é um livro divino-humano, assim como Jesus é Deus e perfeitamente humano (Jo 5:27, 8:28, I Tm 2:5). Humano, porque foi escrito por homens e, às vezes, manifesta pensamentos e sentimentos humanos, como, por exemplo, os discursos errôneos feitos sobre Deus pelos amigos de Jó (Jó 42:7), e tem fatos históricos e políticos que pertencem aos homens, como muitas partes dos livros de Reis e Crônicas.
Cremos que a Bíblia é um Livro Divino, porque é obra de homens inspirados por Deus (II Tm 3:16), sendo que seus escritores e profetas foram guiados para trazer-nos palavras revestidas de sentido mais profundo, que eles mesmos, muitas vezes, desconheciam (I Pe 1:10-12, Dn 8:15, 12:8-12). Por isso os seus escritores são chamados de “homens impelidos pelo Espírito Santo” (Êx 24:12, 34:27, Nm 31:21, Dt 32:46-47, Js 1:7, Ed 7:6, II Sm 23:2, Is 30:8, Jr 30:1-3, 36:1-2, Ez 24:1-2, Hc 2:2, II Pe 1:20-21, Ap 1:19, 19:9, 21:5, 22:6).
Cremos que a aceitação da Bíblia como Palavra de Deus é uma questão de fé e não de ciência sem, contudo, ser irracional e ilógica, pois a cada dia que passa a Ciência confirma as Escrituras ao invés de desmenti-la.
A própria Bíblia testifica que seus escritos saem da boca de Deus (Êx 5:1, Nm 14:28, Js 7:13, I Sm 2:27, 2 Sm 7:5, I Rs 11:31, 12:24, 13:2, II Rs 1:417, 7:1-19, Is 7:7, 38:5, 43:1, Jr 2:2, Ez 2:1-5, Jl 2:12, Am 1:3, Ob 1:1, Mq 2:3, Ag 1:2, Zc 1:3, Ml 1:4), o que o nosso coração confirma, porque, ao ler a Bíblia, sentimos Deus falando conosco. Nenhum outro livro na Terra proporciona isso.
Cremos que a Bíblia merece total confiança como revelação de Deus, porque é o único Livro que relata o passado, o presente e o futuro, sendo que as dúvidas e interrogações devem-se, principalmente, à incapacidade humana de interpretá-la.
Cremos que, para entendê-la perfeitamente, devemos depender da graça e sabedoria do mesmo Espírito Santo que inspirou os seus escritores (Is 41:22, Dn 2:28, 8:17-19, 9:23-25, 10:11-12, Lc 10:22, 21:36, Jo 15:15, 16:13, 17:26, I Co 2:10-14, I Jo 2:27, Ap 22:6).
Cremos que a Bíblia deve ser lida e interpretada em seu contexto e não em versículos isolados, pois existem muitas passagens poéticas ou em parábolas que não devem ser tomadas ao pé da letra, mas no seu sentido espiritual, cujos mistérios são dados a conhecer somente àqueles a quem o Senhor quiser revelar (Mt 13:10-11, Lc 8:9-10).
Cremos, inclusive, que nenhuma Igreja ou autoridade no mundo pode acrescentar qualquer texto às Sagradas Escrituras porque ela é, por si só, autossuficiente e fiel. (Mt 5:18-19, Gl 1:8-9), e qualquer pessoa que se atrever a mudar as Escrituras, acrescentar ou tirar qualquer palavra sua, atrairá todas as pragas descritas no Livro (Ap 22:18) e ainda perderá a sua parte no Livro da Vida (Ap 22:19).
PARA NÓS D’US É: 3 – DEUS É ...
Cremos que as palavras e os dicionários não podem definir o que Deus é. Por isso que Ele declarou a Moisés o Seu Nome: “EU SOU O QUE SOU” (Ex 3:14). Ele é TUDO o que a nossa limitada percepção puder alcançar! E que somente poderemos conhecê-Lo como realmente é quando os nossos corpos mortais forem transformados e glorificados à Sua semelhança. Fomos criados à imagem e semelhança de Deus (Gn 1:26, 6:6-7, Dt 29:20, II Cr 16:9, Jr 15:6) e também semelhante a Ele, nós, os salvos, um dia seremos transformados (I Co 15:50-54, I Jo 3:2, Fp 3:20-21).
Porém, baseados na Palavra de Deus e no testemunho do próprio Cristo, cremos que:
a) D’US É AMOR PERFEITO: amor sublime, verdadeiro, não fingido, espontâneo, altruísta, que alcança todos os homens, até os mais miseráveis e detestáveis (Mc 10:21, Jo 12:30, 13:1, 15:9, 15:13, 17:26, At 17:30, Rm 8:38-39, Gl 2:20, Ef 2, 2 Ts 2:16, I Tm 1:15-16, I Jo 4:8-16,). E que a maior prova deste infinito amor é o oferecimento de seu único e amado filho, Jesus Cristo, em favor de todos os pecadores (Jo 3:16, I Jo 4:19, Ap 1:5).
b) D’US É ESPÍRITO: a existência divina é diferente da nossa, material e corporal (Is 31:3) e, por Ele ser Espírito (Jo 4:24, II Co 3:17) cremos que é completamente antibíblica e abominável qualquer tentativa de representá-Lo através de objetos quadros, imagens, símbolos ou ídolos (Êx 20:4-6, Lv 26:1, Dt 4:23-24, 27:15, Sl 78:58, Is 42:8).
c) D’US É LUZ: luz verdadeira, que nunca se apaga, que ilumina o caminho de todos aqueles que estão em trevas, e que sempre a nossa Luz eterna (Sl 27:1, 36:9, Is 2:5, 60:19, Jo 8:12, Tg 1:17, I Jo 1:5, Ap 22:5).
d) D’US É INFINITO E ETERNO: tudo que Deus é, é infinito e eterno: amor sem fim, poder sem fim, misericórdia sem limite, santidade sem limite, atividade sem limite (Ex 15:11, Jó 11:7-10, Sl 145:3, 147:5). Deus também não está limitado ao passado, presente ou futuro, porque Ele é o Alfa e o Ômega (Gn 21:33, Dn 12:7, Sl 45:6, 90:4, Ec 3:14, Is 40:28, Jr 10:10, Jo 8:58, Hb 13:8, II Pe 3:8, Ap 22:13).
e) D’US É TRANSCENDENTE E ONIPRESENTE: criou Ele os Céus e a Terra, suas criaturas, o universo, está em tudo e em todos, sem nunca ter precisado de mãos humanas para servi-Lo (I Cr 29:14, Jó 41:11, Sl 11:4, 33:18, 66:7, 101:6-7, 139:7-18, Dn 7:14, At 17:24-25, 27-28).
f) D’US É ONISCIENTE: Ele tem perfeito conhecimento do que vai dentro e fora do coração do homem, do que acontece dentro e fora do mundo, do que ocorre dentro e fora do universo, do que se passou e do que ainda acontecerá (I Sm 16:7, I Cr 28:9, Sl 44:21, 94:11, 139:4, 1 Rs 8:29, Sl 139:1-16, 46:10, Ez 11:5, Dn 8:19, Lc 12:30, 21:7, Mt 24, At 15:18, Jo 5:6, 6:61, 13:1, 21:17, Hb 4:13, Ap 1:1, 4:1, 22:6).
g) D’US É IMUTÁVEL: ao contrário da instabilidade emocional do ser humano, Deus não é volúvel nem em seus pensamentos, nem em suas emoções (Dt 33:27, Sl 90:2, 102:26-27, Is 43:10, Ml 3:6, Hb 13:8, I Tm 1:17, Tg 1:17).
h) D’US É SANTO: o único Santo, distinto de todas as suas criaturas (Êx 15:11, I Sm 2:2, Is 57:15). É moralmente perfeito e isento de qualquer impureza ou pecado. É na presença de Deus que o ser humano tem consciência de seu estado pecador (Jó 6:10, 34:10, Sl 89:18, 99:9, Is. 6:1-5, 30:15, 57:15, Ez 43:7, Os 11:9, Jl 3:17, Hc 1:12, Lc 1:35, Hb 1:13, Ap 3:7, 4:8, 15:3-4, 16:5).
i) D’US É JUSTIÇA: O Único Juiz, que exerce a verdadeira e perfeita Justiça em todo o Universo. Ele não pende para o rico e nem para o pobre. “Ao Todo-Poderoso não podemos alcançar; grande é em poder; porém, a ninguém oprime em juízo” (Jó 37:23). Além de ter gravado o Seu Código Moral na consciência humana, entregou a Sua Lei escrita à Humanidade, deixando claro que recompensa os que a guardam e castiga os que a desobedecem. Sua Justiça nunca falha e nem demora, ainda que, muitas vezes “pareça tardia” (Lc 18:7-8). Crer Nele é reconhece-Lo como Justiça (Gn 15:6, 18:19-25, Lv 19:15, Dt 6:24-25, 9:4-6, 10:17-18, Dt 16:18-20, 32:36, I Sm 26:23, 1 Sm 12:7, 2 Sm 22:21-25, 1 Rs 3:9-10, Sl 9:7-8, 11:7, 15:1-2, 33:4-5, 35:27, 89:14, 96:13, 98:9, 99:4, 103:6, Pv 8:18, 11:4-5, 12:28, 13:6, 15:9, 21:21, Is 9:6-7, 11:1-5, 33:22, 41:10, 42:1-4, 45:8, 45:23-24, 51:5, 63:1, Jr 9:24, 22:3, 23:5-6, 33:15-16, Ez 3:18-20, 14:20-26, 18:8, Dn 9:7, Ne 2:20, Mq 6:8, Zc 7:9, 8:8, Ml 4:2, Mt 3:15, 5:6, 6:33, Jo 16:8, 5:30, At 17:31, Rm 1:32, 14:17, 2 Tm 4:8, Hb 1:8-9, 7:1-2, 2 Pe 2:5-6, I Jo 2:29, 3:7-10, Ap 19:11-12).
j) D’US É VERDADEIRO: Ele ama a verdade e odeia a mentira e a hipocrisia. Nele não há falsidade ou encenação. Ele é o único e verdadeiro Deus (I Reis 18:24, 18:37:39, 2 Cr 15:3-4, Is 44:8, Mt 22:16-18, Jo 3:33, 5:30-32, 7:18, 7:28, 8:14-16, 8:26-27, 17:1-3, Rm 3:4, Fp 4:8-9, I Ts 1:9, I Jo 5:20, Ap 3:7, 6:10, 19:11).
k) D’US É FIEL: Ele honra e vela pela sua Palavra para a cumprir, bem como todas as promessas que faz na vida de cada salvo. Por isso, Deus ama as pessoas fiéis, e as procura em toda a Terra, para que estejam com Ele aqui na Terra como no Céu. Deus nomeia os fiéis para a Sua Obra, e rejeita os infiéis. Quando Ele ajustar contas com Seus servos, recompensará a fidelidade de cada um e castigará a infidelidade. Deus tem poder de tornar fiéis os infiéis. E com fidelidade promete a Coroa da Justiça para quem for fiel até a morte (Nm 23:19, Dt 7:9, I Sm 2:35, Ne 7:2, Ne 9:8, Sl 19:7, Sl 78:8, 89:34-37, Pv 11:18, 25:13, 28:20, Is 1:21-26, 49:7, 53:10-11, Jr 42:5-6, Dn 2:45, 6:4, Os 11:12, Mt 24:45-51, Mt 25:19-30, Lc 16:10-12, 19:15-17, I Co 1:9, 4:2, 4:17, 10:13, II Co 1:18, 6:15-18, Cl 4:9, Hb 10:23, I Ts 5:24, II Ts 3:3, I Tm 1:12, II Tm 2:13, Hb 2:17, 3:2-5, 10:23, 11:11, I Pe 4:19, I Jo 1:9, Ap 1:5, 2:10, 3:14, 19:11).
l) D’US É BONDADE, GRAÇA, MISERICÓRDIA, LOGANIMIDADE: Quando Moisés pediu ao Senhor para ver a Sua glória, Deus assim Se mostrou: “Eu farei passar toda a minha bondade perante ti, e proclamarei o nome do SENHOR diante de ti; e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem eu me compadecer” (Êx 33:19). Foi esta Bondade que Davi proclamou que o seguiria todas os dias da sua vida (Sl 23:6). Sua bondade pode ser vista na terra dos viventes e é a base da esperança dos que Nele confiam (Sl 27:3, 33:5, Is 63:7) Deus trata todas as suas criaturas com generosa bondade, mas esta se manifesta especialmente aos que O temem (Sl 31:19, 65:4, 103:17, Sl 104:21, Sl 145:8-9, 16, Mt 5:45, 9:17, At 14:17, Tt 3:5). Sua inefável Graça se manifestou desde antes do dilúvio (Gn 6:8) e Ele a faz derramar sobre os seus servos, enchendo-lhes de bens (Gn 39:21, Êx 3:21, 11:2-3, 12:36, Sl 84:11, Dn 1:9, Jo 1:16). Sua Graça não tem fim e está sempre pronta para perdoar os pecadores, que vivem em paz, em vitórias e certeza da salvação (Zc 12:10, At 2:47, 4:33, Rm 3:24, 5:15-21, 6:14, Ef 1:7, 2:5-9, 6:7, 2:7-9, Tt 2:11, 3:7 II Ts 2:16, II Tm 1:9). Sua graça consiste em favor imerecido concedido ao pecador (Rm 11:6, Ap 21:6, 22:17). Sua Misericórdia é “desde a eternidade” (Sl 25:6). Juntas, Sua Misericórdia e Bondade, O fazem esquecer das nossas transgressões e retiram a carga daqueles que sofrem em consequência do pecado, e são a causa de não sermos consumidos (Lc 1:54,72,78, Rm 9:16-18, 15:9, Ef 2:4, Lm 3:22). Sua infinita Longanimidade consiste em tolerar e ter paciência com aqueles que são rebeldes e não atendem aos apelos de um Deus amoroso (Nm 14:18-20, Sl 103:8-18, Jn 4:2, Rm 2:4, 9:22, I Tm 1:16, I Pe 3:20, II Pe 3:9,15).
m) D’US É ONIPOTENTE: Mesmo possuindo todo Poder e não tendo ninguém acima Dele, ainda assim, o Onipotente busca frágeis seres humanos para fazer Sua aliança, o que mostra que até no Seu Amor Ele é Onipotente! Ele pode fazer de tudo para executar sua soberana vontade; contudo, com seu infinito poder, o Onipotente não se impõe e respeita a vontade do homem, ímpio ou não. Não tendo ninguém a quem prestar contas, o Onipotente a Si mesmo se respeita e não mente, não engana, não peca, não se nega (Gn 17:1, Gn 18:14, 35:11, 48:3-4, Êx 6:3, Dt 10:17, Nm 23:19, I Sm 15:29, 2 Cr 14:11, Ne 9:32, Sl 24:8, 50:1, 68:14, 72:18, 89:8, 91:1, 93:4, Jó 40:1-2, Pv 26:10, Jr 32:27, Zc 8:6, Mt 3:9, 26:53, Mc 10:27, Lc 1:37, Ef 3:20, Hb 6:18, Tg 1:13,17, I Tm 6:15, Jd 1:24-25).
4 – A UNIDADE E TRI-UNIDADE DIVINA
Cremos na seguinte declaração do próprio Deus: “EU SOU O SENHOR, E NÃO HÁ OUTRO! FORA DE MIM NÃO HÁ DEUS” (Is 45:5, 45:22, Os 13:4, Jl 2:27).
Cremos que Deus se revelou pelo Seu Nome primeiramente à nação de Israel, por volta de 1.450 a.C., quando disse a Moisés: “Eu apareci a Abraão, e a Isaque, e a Jacó, como o Deus Todo-Poderoso, mas pelo meu Nome, YHVH, nãos lhes fui perfeitamente conhecido” (Êx 6:3). “Assim dirás aos filhos de Israel: YHVH me enviou a vós” (Êx 3:14), traduzido do hebraico como “EU SOU”.
Cremos que, devido ao fato de antigamente não haver vogais no alfabeto dos povos semitas, o nome de YHVH era pronunciado de memória. Como os israelitas tinham uma ordem na Torá para não pronunciarem o Nome de YHVH em vão, a pronúncia correta acabou perdendo-se no tempo. Os tradutores e copistas da Torá, por temor a Êxodo 20:7, preferiam escrever o nome YHVH como ADONAI, que quer dizer SENHOR, e sempre em maiúsculas: “Não tomarás o nome do SENHOR, teu D’us, em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu Nome em vão” (Êx 20:7). Quando muito mais tarde, para facilitar o idioma hebraico, pensou-se numa representação gráfica para a pronúncia das vogais, elas foram introduzidas ao lado, acima ou abaixo das consoantes. Porém, quando isso foi feito, já havia muito tempo que o nome YHVH não era mais pronunciado.
Cremos ser inadequada a forma “Jeová” como nome de Deus, porque esta forma só surgiu no ano 1.518 da era cristã e misturou o tetragrama sagrado YHVH com as vogais de ADONAI. Corroborando nossa fé, todos os eruditos consideram errada a palavra Jehovah como o nome do SENHOR. Os estudiosos acreditam que a pronúncia mais correta seja YaHVeH (Yavé, Iavé ou Javé). Isto porque, em hebraico, Y, I ou J (yod, iod, jod) representam a mesma letra. I e J são usados mais nas palavras traduzidas para o nosso idioma, como Isaías, Jesus, Iavé, Javé. Já o Y é empregado quando se deseja ficar mais próximo do original. Portanto, o mais correto é ler YAVÉ.
Cremos que o SENHOR abomina e proíbe as imagens de escultura como forma de adoração ou veneração para o Seu povo (Êx 20:1-6, Lv 26:1, Dt 5:6-10, Jr 5:7), e que esta é uma proibição fundamental inclusive no Novo Testamento (At 15:20-29, 21:25, I Co 8:4-6, 10:7, 12:2, II Co 6:16, I Ts 1:9, I Jo 5:21), e que, conforme Deus diz, “nada sabem os que conduzem em procissão as suas imagens” (Is 45:20-21, 44:18).
Cremos na Palavra que diz que os “ídolos são inúteis” (Sl 97:7, 115:4-8, Ap 9:20-21) e que os que desobedecem a Deus e veneram os ídolos foram enlaçados e ficarão de fora da vida eterna (Sl 106:36, I Co 6:10, Ap 21:8, 22:15).
Cremos que este ÚNICO DEUS não admite que o ser humano, por Ele criado, adore qualquer outro “deus” ou imagem, conforme está escrito: “O SENHOR, teu Deus, temerás, e a Ele servirás... Não seguireis outros deuses” (Dt 6:13-14, I Sm 2:2, 7:22, I Rs 8:60, Is 44:8, 45:5-6, 45:18, 46:9, Mt 4:10, Mc 12:32, I Tm 2:5, 6:15-16).
Cremos, conforme testifica o Antigo Testamento, que YHVH é UM e que ALÉM DELE NÃO EXISTE OUTRO DEUS. Entretanto, esse ÚNICO DEUS, já no início do Antigo Testamento, refere-se a Si mesmo no plural: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gn 1:26, 3:22, 11:7, Is 45:21-23, Os 13:4).
Cremos que Deus foi Se revelando como Trindade de maneira gradual, porque o “Anjo de YHVH”, que no A.T. assume forma visível, refere-se a Si mesmo como sendo o próprio YHVH, uma revelação sombreada de Yehoshua, o nome hebraico de Jesus que significa “Deus Salvador”, e ainda se apresenta como “Redentor”, “Rei” e “Filho” (Gn 16:7-13, 18:1-2, 22:11-18, 31:11-13, Êx 3:2-6, 3:14, Jz 2:1, 6:11-24, 13:3-22, II Sm 2:22, Jó 19:25, Sl 2:7-12, 19:14, 78:35, 106:21, Is 41:14, 43:3,11,14, 44:6,24, 45:15, 21, 47:4, 48:17, 49:7,26, 54:5,8, 60:16, Jr 14:8, 50:34, Dn 3:25, 7:13-14, Zc 9:9, 12:10, Os 13:4).
Deus ainda no A.T. fala de Si mesmo e revela-Se como Pai, Salvador angustiado no Anjo do Senhor, e Espírito Santo em Isaías 63:8-16, e manifesta-Se como Espírito, DANDO SEU PRÓPRIO ESPÍRITO SANTO aos profetas (Nm 24:2, Jz 3:10, 6:34, 11:29, 13:25, 14:6, 15:14, I Sm 10:6-10, 16:13, 19:20-24, 2 Sm 23:1-2, 2 Cr 15:1, 20:14, 24:20, Is 50:21, Ne 9:30, Sl 51:10-11, Is 48:16, 63:10, Ez 2:2, 3:12, 11:5, Jl 2:27-28, Zc 7:12).
Assim, em todo o Antigo Testamento, o mistério da TRI-UNIDADE DIVINA – PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO – já estava revelado à toda Humanidade, mas os olhos estavam fechados para não ver (Ez 12:2, Is 6:9, Êx 31:3, Nm 11:25, 11:28-29, 27:18, Dt 34:9, Ez 11:19, 36:26-27, 37:1, 37:14, 39:29, 43:5, Mq 3:8, Ag 2:5, Zc 4:6, 12:10).
Cremos que, em perfeita consonância com o Antigo, o Novo Testamento confirma a existência de um único Deus, não havendo outro semelhante a Ele (Mc 12:29, Jo 17:3, I Tm 1:17, 2:5, 6:15-16, Jd 1:25).
Cremos que a revelação completa de Deus veio através de Jesus Cristo, quando o “Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1:14), e cumpriu-se a profecia que previa: “E todos os teus filhos serão discípulos do Senhor” (Is 54:13, Jr 31:34, Mq 4:2), e “Ensinados por Deus” (Jo 6:45).
Cremos que aquilo que era apenas “sombra”, ficou nítido a todos os homens com a chegada da “Luz do Mundo” (Is 9:2, Jo 8:12, 12:46, Rm 16:25-27, Cl 2:17, Hb 10:1) esta é a revelação cristã de que Deus é Trino: Pai, Filho e Espírito Santo (Mt 3:16-17, 4:1, Mc 1:8, Lc 1:30-35, 10:21-22, 23:46, Jo 1:1, 14:26, 15:26) e que os Três estão no mesmo nível de Poder e Glória (Jo 16:15, Ap 1:8), e que não há graus de divindade entre os Três, porque são UNO, apesar das diferentes atuações de cada um (Jo 14:8-9). São perfeitamente interligados (Mt 28:19, Jo 10:30, 16:32, 17:22, II Co 13:13, Ef 2:18, 4:4-6, II Ts 2:13-14, I Pe 1:2), conhecendo cada um a vontade dos outros dois (Jo 5:19-23, 26-30, 17:21-23), e trabalham harmonicamente para a redenção humana (Mt 12:31-32, Jo 3:16, 7:37-39, 12:46-50, 14:6, 14:16-17, Hb 10:12). Em muitos casos, agem de tal forma unidos, que é impossível ao limitado ser humano distingui-Los: o Pai e o Filho são o Criador (Gn 1:2, Sl 33:6, Jo 1:1-3,10, Cl 1:17, Ap 4:11) e igualmente Redentor (Jo 1:12-13, 3:16, Ap 5:9). O Filho e o Espírito são o Consolador e Parakletos (Jo 15:26, Mt 28:20, Jo 14:1-3, 16:13-14).
Cremos o Pai é Supremo como a Fonte: Dele procede o Filho (Jo 16:28, I Jo 4:9-14) e o Espírito Santo (Jo 14:16, 26), sendo este enviado pelo Filho da parte do Pai (Jo 15:26, I Co 15:24-28).
Cremos que ninguém pode ter o Pai e o Seu Espírito Santo se primeiro não tiver Jesus, porque Ele é o único que pode purificar o ímpio de todos os nossos pecados, pela Sua Palavra e pelo Seu sangue imaculado, e preparar o nosso corpo para ser a morada do Espírito Santo (Jo 14:6, 14:23, 15:3, At 10:15, 11:9, I Co 3:16, I Jo 1:7, Ap 1:5).
5 – OUTROS SERES ESPIRITUAIS PODEROSOS
Cremos na existência de seres espirituais superiores à raça humana, porque tanto a Palavra como o próprio Senhor Jesus aqui na Terra atestou sobre suas existências.
Cremos que os anjos são espíritos e foram criados por Deus antes da criação do ser humano (Sl 8:4-5, 104:4, Cl 1:16), o que afasta a crença atual de que são espíritos de falecidos. Os números destes seres são incontáveis (Gn 28:12, 32:1-2, Hb 12:22, Ap 5:11) sendo, todos eles, assexuados (Mt 22:30, Mc 12:25).
Cremos que Deus os criou com bons propósitos e, tal como nós, os espíritos são donos de vontades e personalidades próprias. Assim como existem homens bons e maus, também existem espíritos que preferiram ser bons e outros que preferiram ser maus. Aos bons, Jesus chama de “anjos de Deus” (Jo 1:51), e, aos maus, de “espíritos imundos”, “demônios”, “diabo” e “Satanás” (Mt 4:10-11, 13:39-42, 13:49, 16:27, 18:10, 24:31, 24:36, 25:31, 25:41, 26:53, Mc 8:38, Lc 11:24-26). Os bons não têm auréolas, e os maus não têm chifres e nem rabos. Tanto os bons como os maus, em poder e conhecimento, são inferiores a Deus e superiores aos homens (Sl 8:4-5), o que vale dizer que não existem espíritos que precisam da ajuda humana para obterem luz ou evoluírem. Os anjos louvam a Deus e o Filho (Sl 103:19-20, 148:2, Hb 1:6) e não admitem que os homens lhe prestem culto (Cl 2:8, Ap 22:8-9), ao contrário dos espíritos imundos que se fazem adorar em rituais de magia negra, através de oferendas.
Cremos que o salvo jamais deve orar aos “anjos de Deus”, nem acender-lhes velas ou fazer-lhes votos e promessas, porque só a Deus cabe dar-lhes ordem “a nosso respeito” (Sl 91:11). Este cuidado é necessário, porque Satanás “se transfigura em anjo de luz” para enganar os símplices (II Co 11:14).
Por isso que também, desde o Antigo Testamento, Deus proibiu o Seu povo de consultar espíritos adivinhantes ou de mortos “pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR, teu Deus, as lança fora de diante de ti. Perfeito serás como o SENHOR, teu Deus. Porque estas gentes ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o SENHOR, teu Deus, não permitiu tal coisa” (Dt 18:10-14).
Os anjos vão adiante dos salvos para os guiar, proteger e libertar (Gn 24:7, Êx 14:19; 23:20-23, II Cr 32:21-22, Dn 3:28, 6:22, At 5:19, 11:7-11), e, muitas vezes, comunicam aos homens, da parte de Deus, ordens, promessas, avisos e repreensões (Gn 16:9-12, 19:11-18, 22, Nm 22, Jz 2:1-5, 6:11-24, II Sm 24:16-17, I Cr 21:15-30, I Rs 19:5-7, Mt 2:13, 28:2,5, At 8:20, 10:3-6, 11:13-14, 27:23-24). São eles que conduzem os salvos ao bem-estar do além-túmulo (Lc 16:22).
Os anjos anunciaram a concepção de Sansão (Jz 13) de João Batista (Lc 1:11-20) e de Jesus (Lc 1:26-38), bem como o seu nascimento (Lc 2:9-15), e tiveram, inclusive, o privilégio de auxiliar “o Filho do Homem” quando Ele estava aqui na Terra (Mt 4:11, 26:53, Mc 1:13, Lc 4:10, Hb 1:14).
A um destes anjos de Deus coube o privilégio de confortar o Senhor Jesus no Getsêmane, antes da Sua prisão, tortura e morte na cruz (Lc 22:43). Os anjos também estiveram presentes na ressurreição do SENHOR e foram os primeiros a anunciar no cemitério: “Por que buscais o vivente entre os mortos? Ele não está aqui, mas ressuscitou” (Lc 24:5-6, Mt 28:2-7, Mc 16:5-6, Jo 20:12).
Futuramente, os anjos virão tocando a trombeta na volta de Jesus (Mt 16:27, 24:31, 25:31, Lc 9:26, II Ts 1:7) e reunirão os escolhidos (Mc 13:27), através do arrebatamento (Lc 17:34-36), e também estão incumbidos de lançar os ímpios na fornalha de fogo (Mt 13:41-43, 49-50, 25:41).
Satanás, o diabo, é o líder dos anjos caídos (Ez 28:13-17). O nome “Satanás” vem do hebraico e significa “adversário”. Em latim é Satan e significa a mesma coisa. É adversário de Deus e dos seres humanos, criados à imagem e semelhança do Senhor (Ap 12:10). Seu ódio maior é contra os salvos e vive acusando e perseguindo os que servem a Deus (Jó 1:9, Zc 3:1), atrapalhando-os com impedimentos (I Ts 2:18). Satanás tem poder para operar através dos filhos da desobediência (Jo 8:44-47, 13:27, Ef 2:2), colocando-os sob seu controle (Lc 4:6, Jo 12:31, 14:30, I Jo 5:19). Os descrentes e desviados estão sujeitos ao seu comando (At 5:1-11, 26:18, I Tm 5:15), e se o salvo não vigiar, também pode ser usado pelo Inimigo (Mt 16:23).
Satanás, o rei das trevas, tem poder para cegar os entendimentos (II Co 4:4, II Ts 2:9-12), e até seus “apóstolos” são enganados e transformados em enganadores (II Co 11:13-14, Ap 2:9, 3:9). É infiel com os que o servem, e tem poder de morte sobre seus súditos (Jo 10:10, Hb 2:14). Satanás é mentiroso e assassino por essência, chamado por Jesus Cristo de “o pai da mentira” (Jo 8:44).
A palavra “diabo” vem do grego “diabolôs” e significa “acusador, difamador, enganador”, e sua missão é manchar, difamar, envergonhar, derrotar e peneirar os discípulos e servos do Senhor (Jó 1:6-22, Gl 6:1, Ap 12:10).
Satanás também é chamado de “Tentador” e seu objetivo é seduzir, ludibriar e derrubar o salvo (Mt 4:3, Lc 22:31, I Ts 3:5, I Pe 5:8).
O diabo usa o pecado e os vícios para acorrentar as pessoas, e somente Jesus liberta o ser humano da escravidão de Satanás (Jo 8:36, Cl 1:13, I Jo 3:8, Ap 2:10). Porém, mesmo o salvo não está livre dos ataques inflamados e das tentações do Inimigo, que busca incessantemente seguidores para desmoralizá-los com maledicência (I Tm 5:14-15, Mt 6:13, Mc 14:38, Lc 8:13, 22:31-32, At 5:3, I Co 7:5, 10:13, Ef 6:16, Hb 2:18, Tg 1:12, 2 Pe 2:9, Ap 3:10). Satanás teve a audácia de tentar o próprio Cristo, e escrito está que “acabando o diabo toda a tentação, ausentou-se dele por algum tempo” (Lc 4:1-13). O Inimigo nunca desiste e sempre volta com mais espíritos maus (Lc 11:26). Satanás conhece profundamente as Escrituras e é especialista em distorcer a Palavra de Deus para levar os salvos à queda (Gn 3:1-8, Mt 4:6). O diabo enlaça com sutilidade e consegue se infiltrar até mesmo entre os salvos (Jo 6:70), para que caiam em sua mesma condenação, prisão e morte espiritual (I Tm 3:6-7, II Tm 2:26, Ap 20:3-15).
Os demônios, por mais que tentem, não podem separar os verdadeiros salvos “do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8:38-39, I Pe 5:8-9) e a ordem do Senhor para cada um de nós é vigiar para não entrar em “tentação” (Mt 26:41, Mc 14:38, Lc 21:36), sujeitar-se a Deus, resistir ao diabo “e ele fugirá de vós” (Tg 4:7).
Satanás e seus anjos caídos desfecharam o mais violento ataque contra Cristo na noite em que Ele foi traído, ocasião chamada por Jesus de “a hora e o poder das trevas” (Lc 22:53), e mesmo tendo o Inimigo despejado todo o seu arsenal de calúnias, mentiras, difamações, agressões físicas e provocações morais, sucumbiram diante da Santidade e Inocência do Senhor e Seu sacrifício perfeito (Lc 10:18, Jo 12:31-33, I Pe 5:8-10). E muito breve, esta monumental vitória na Cruz (Cl 2:15, I Jo 3:8) será confirmada no esmagamento de Satanás (Rm 16:20). Serão derrotados pelo Arcanjo Miguel e seus anjos (Ap 12:7-9), e essa vitória é “pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho” (Ap 12:11-12), os próprios salvos os julgarão (I Co 6:3), sendo primeiramente lançados no Abismo (Ap 20:2-3) e depois no lago de fogo (Mt 25:41, II Pe 2:4, Jd 6, Ap 20:10-11).
6 – O SER HUMANO: CRIAÇÃO, QUEDA E SEU ESTADO ATUAL
Cremos que o homem e a mulher foram criados por determinação e atuação Divina direta (Gn 1:26-27, 2:7, 2:22, Sl 94:9), e o próprio Deus declara a Sua autoria (Êx 4:11, Is 43:7, 45:12), não sendo o ser humano fruto da “evolução das espécies”.
Cremos que a maneira simplista de a Bíblia relatar esta criação deve-se ao fato de que até hoje não existe mente humana capaz de suportar uma explicação física, química, matemática e científica. Cremos que o propósito de Deus, ao inspirar o relato da criação, foi mostrar o Criador e não dar lições de ciências exatas e humanas.
Cremos que o homem e a mulher foram criados à imagem e semelhança de Deus, tendo recebido poder para dominar a natureza e influir nela, sendo-lhes delegada liberdade, orientação e responsabilidade (Gn 1: 28-30, 2:15-17).
Cremos que todo homem possui natureza moral refletida na sua consciência, sabendo distinguir por si só entre o bem e o mal (Gn 3:22) entre o amor e o ódio (Gn 4:8). E que a Lei de Deus está gravada em cada consciência (Rm 2:14-15).
Cremos que o pecado contamina todos os aspectos da vida do ser humano e que a sua influência altera tudo o que ele pensa, diz e pratica.
Cremos que o pecado coloca o ser humano diante de Deus na mesma condição que o criminoso está para a justiça do País. (Mt 5:21-22, Mc 3:29, Rm 3;19, Tg 2:10).
Cremos que o ser humano, livre para escolher entre a obediência a Deus e a desobediência, tentado pela “antiga serpente, chamada o diabo e Satanás” (Ap 12:9), deu entrada ao pecado em seu coração, perdendo a sua pureza original e corrompendo todo o seu ser, com todas as terríveis consequências desse novo estado pecaminoso: “Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço. Ora, se eu faço o que eu não quero, já não o faço eu, mas o pecado que habita em mim... Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte? ” (Rm 7:19-24). Cremos que o pecado escraviza o homem através de uma força maléfica que o imobiliza, tornando-o cada vez mais incapaz de praticar o bem (Jo 8:34, Rm 7:18-20).
Cremos que pecado é a rebeldia, a insubordinação, a desobediência, a indisciplina à vontade de Deus, que está declarada tanto na Bíblia Sagrada como na consciência humana (I Jo 3:4, Mt 5:21-32). Pecado é não atingir o padrão divino (Lc 15:18,21, Rm 3:23), é ofensa a Deus (Ef 2), é deixar de amar e perdoar o semelhante (Mt 5:38-48, I Jo 3:15, 4:8, Rm 13:9), é deixar de respeitar a personalidade e o direito alheio (Gn 4:5, II Sm 11), é a autossuficiência (Ml 4:1, Lc 1:51, Tg 4:6, I Jo 2:16), é a indiferença (Ml 1:6, Ez 17:19, Mt 23:23), é o orgulho e a altiva presunção de quem se julga capaz de conduzir sua própria vida, repugnando a presença e a interferência de Deus (Sl 1:1, Lc 12:15-21, 14:15-24).
Cremos que o pecado provoca uma terrível separação entre o ser humano e Deus, que se afasta do ímpio para que ele não seja consumido pela santidade do Senhor (Gn 3:23-24, Is 59:2, Lc 5:8, Mt 7:23, 25:41, Lc 13:27, 2 Co 6:17, I Jo 2:28), e que, como salário do pecado é a morte, o pecador está morto espiritualmente (Mt 8:22, Lc 15:24-32, Rm 5:12:21, 6:23, Ef 2:1-5, 5:14, Cl 2:13-15) e que a exclusão definitiva e eterna do pecador da presença de Deus é a segunda morte (Mt 25:41, II Ts 1:9, Ap 20:11-15).
Cremos que é impossível ao ser humano, por seu mérito, boas obras e esforço próprio, apagar os seus pecados e recuperar a pureza perdida, que é indispensável para a sua salvação (Sl 49:6-9).
Além de moralmente perfeito, Deus é Santo. Isto quer dizer que Ele é separado do pecado. Deus diz que é impossível ao pecador ter comunhão com Ele: “Aquele que tiver pecado contra mim, a este riscarei do meu Livro” (Êx 32:33). Deus declara ser o Dono de todas as almas e diz que a própria pessoa responderá diretamente pelo seu pecado: “Eis que todas as almas são minhas. Como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha. A alma que pecar, essa morrerá” (Ez 18:4). No entanto, Deus não deseja a morte do pecador: “Vivo eu, diz o Senhor Deus, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que razão morrereis?” (Ez 33:11).
Para que o pecador arrependido não morresse, Deus estabeleceu no Antigo Testamento um sacrifício feito com animais, que deveriam ser perfeitos, sem defeitos e sem manchas, para morrerem no lugar do pecador. Com isto, Deus quis mostrar Sete Verdades:
Que tal sacrifício era um preço de sangue pela sua culpa. “E como a sua oferta pela culpa, trará ao Senhor um carneiro sem defeito, do rebanho. E o sacerdote fará expiação por ele diante do Senhor e será perdoado de todas as coisas que tiver feito, nas quais se tenha tornado culpado” (Lv 6:6-7). O cordeiro “sem mancha e sem defeito”, simbolizava a inocência e pureza, que eram sacrificadas em favor do pecador (Lv 5:17-19, 6:6-7, 7:1-5).
Que a morte do animal era substitutiva. Ao impor a mão sobre a vítima, o pecador lhe transferia toda a culpa. “Porá a mão sobre a cabeça da oferta pelo pecado e a imolará no lugar do holocausto” (Lv 4:29).
Que o resgate do pecado se dava com derramamento de sangue. “Porquanto é o sangue que fará expiação pela alma” (Lv 17:11b). “E quase todas as coisas, segundo a Lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão” (Hb 9:22).
Que aquele era um sacrifício insuficiente e temporário. A cada novo pecado cometido pelo Ser Humano, exigia-se o sacrifício de um novo animal. “Ora, todo sacerdote se apresenta dia após dia, ministrando e oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca podem tirar pecados” (Hb 10:8).
Que aquele era um sacrifício imperfeito. O animal, quadrúpede e irracional, morria involuntariamente e sem saber o porquê, substituindo o pecador somente no derramamento de sangue, sendo que jamais poderia substituí-lo como Ser Humano, bípede, inteligente, criado à imagem e semelhança de Deus: “Porque é impossível que o sangue de touros e de bodes tire pecados” (Hb 10:4).
Que o sacrifício de animais era indesejável. Um dia seria substituído por outro, muito mais sublime e elevado. O Salmo 40, escrito cerca de 1000 a.C., revela que “Alguém” se apresentou voluntariamente diante de Deus para fazer o Sacrifício Perfeito e Definitivo: “Sacrifício e oferta não quiseste. Abriste-me os ouvidos; holocausto e oferta de expiação pelo pecado não reclamaste. Então disse eu: Eis aqui venho; no rolo do livro está escrito a meu respeito. Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu” (Sl 40:6-8).
Que todo aquele ritual do Antigo Testamento apontava para o futuro Cordeiro de Deus, Perfeito, sem defeito e sem mancha, que viria e morreria como Ser Humano, voluntariamente, no lugar de cada Ser Humano.
7 – O SACRIFÍCIO PERFEITO E DEFINITIVO
É maravilhoso saber que, muito antes de nascer o primeiro pecador, Deus já tivesse preparado o sacrifício de Jesus para morrer como Cordeiro. Por isso está escrito que Ele é o “Cordeiro que foi morto desde a fundação do Mundo” (Ap 13:8).
Do princípio ao fim, o Novo Testamento salienta: “Eis aqui o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29, 36, At 8:32, I Pe 1:18-19, Ap 5:6-14).
Diversas profecias bíblicas revelam este Plano de Deus, mas nenhuma é tão direta como a que está no Livro do profeta Isaías, que O retrata como o Cordeiro que leva as nossas iniquidades:
“Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a boca; como um cordeiro que é levado ao matadouro, e como a ovelha que é muda perante os seus tosquiadores, assim Ele não abriu a boca. Pela opressão e pelo juízo foi arrebatado. E quem dentre os da sua geração considerou que Ele fora cortado da terra dos viventes, ferido por causa da transgressão do meu povo? ” (Is 53:7-8).
Sobre este Cordeiro, semelhante em tudo ao Ser Humano, Deus fez recair todos os nossos pecados:
“Mas Ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades. O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de nós todos” (Is 53:5-6).
Neste texto sagrado nós também somos retratados como “ovelhas”. Por isso o sacrifício do Senhor Jesus é perfeito em todos os sentidos:
Como Humano, Ele morreu por todos os seres humanos. Como Cordeiro, morreu por todas as “ovelhas”. Daí Ele ter dito: “E dou a minha vida pelas ovelhas” (Jo 10:15).
Para ser o Cordeiro válido para o sacrifício, o sumo-sacerdote teria de examiná-Lo atenta e minuciosamente, para ver se não tinha “mancha, mácula ou defeito” (Êx 12:5, Lv 23:12, Ez 46:13).
E no seu julgamento religioso, não apenas o sumo-sacerdote O examinou, como todo o Sinédrio, e ninguém encontrou nele culpa alguma. Nem com falsas testemunhas de acusação (Mt 26:59-60). Foi condenado no tribunal religioso por dizer a Verdade Máxima, que não podia ser negada, conforme se lê no Evangelho:
“O sumo sacerdote, insistindo, disse-lhe: Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus. Respondeu Jesus: EU SOU. E vereis o Filho do Homem assentado à direita do Poder e vindo sobre as nuvens do Céu. Então o sumo sacerdote, rasgando as suas vestes, disse: Blasfemou! Para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que agora acabais de ouvir a sua blasfêmia, pois nós mesmos o ouvimos da sua própria boca. Que vos parece? E todos o consideraram culpado.
NO QUE CREMOS! PARTE II
SACRIFÍCIO PERFEITO E DEFINITIVO
E respondendo, disseram: É réu de morte”. (Mt 26:63b, Mc 14:62-63a, Mt 26:65a, Lc 22:71b, Mt 26:66a, Mc 14:64b, Mt 26:66b).
A inocência de Jesus era tão visível, que até as pessoas que não O conheciam, ao examiná-Lo, eram obrigadas a admitir Sua pureza, inocência e santidade, como o governador Pôncio Pilatos, que disse: “Haveis-me apresentado este homem como pervertedor do povo; e eis que, examinando-o na vossa presença, nenhuma culpa, das que o acusais, acho neste homem. Nem mesmo Herodes, porque a ele vos remeti, e eis que não tem feito coisa alguma digna de morte” (Lc 23:14-15). “Não acho nele crime algum” (Jo 18:38). E como a multidão insistia pela sua crucificação, Pilatos replicou: “Mas que mal fez este?” (Lc 23:22).
Ao concordar em crucifica-Lo, Pilatos mandou trazer uma bacia com água e lavou as mãos em público, dizendo: “Estou inocente do sangue deste justo” (Mt 27:24).
Mesmo Judas Iscariótes, o traidor, com remorsos, ao vê-Lo condenado à morte de cruz, disse: “Pequei, traindo sangue inocente” (Mt 27:4).
Até o malfeitor, crucificado à Sua direita, ao examinar Jesus durante suas horas de agonia, disse ao companheiro de crimes que morria à sua esquerda: “Nós recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez” (Lc 23:41).
E o Centurião romano, que coordenou a Sua crucificação, ao vê-Lo morrer sem murmurar ou blasfemar, disse: “Verdadeiramente este homem era justo” (Lc 23:47), “Verdadeiramente este era o Filho de Deus” (Mt 27:54).
Antes da Cruz, Jesus desafiou aquela geração a Lhe acusar de qualquer pecado: “Quem dentre vós me convence de pecado? (Jo 8:46).
Nem mesmo os Seus discípulos mais chegados, que desfrutavam da Sua privacidade, puderam vê-Lo cometendo o mais insignificante pecado. Pelo contrário, por terem convivido com Ele durante três anos, 24 horas por dia, um por um testemunhou a Sua santidade, pureza e inocência:
Pedro: “Mas vós negastes o Santo e Justo e pedistes que se vos desse um homicida. E matastes o Autor da Vida, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas” (At 3:14); “Ele não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano” (I Pe 2:22).
João: “E bem sabeis que Ele se manifestou para tirar os pecados. E Nele não há pecado” (I Jo 3:5).
Os Doze: “E nós já temos crido e bem sabemos que tu és o Santo de Deus” (Jo 6:69).
Toda a Igreja: “Agora pois, ó Senhor, olha para as suas ameaças, e concede aos Teus servos que falem com toda a intrepidez a Tua Palavra, enquanto estendes a mão para curar e para que se façam sinais e prodígios pelo Nome de Teu Santo Servo Jesus” (At 4:29-30).
Paulo: “Porque nos convinha tal Sumo Sacerdote, Santo, Inocente, Imaculado, Separado dos pecadores, e feito Mais Sublime que os Céus. Que não necessita, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados e depois pelos do povo. Porque isto fez Ele, uma vez por todas, quando Se ofereceu a Si mesmo” (Hb 7:26).
E até os demônios, que O conheciam desde antes da fundação do mundo, quando O viram andando aqui na Terra, apavoravam-se e diziam: “Ah! Que temos nós contigo, Jesus, nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus” (Mc 1:24, Lc 4:34).
Nenhuma mácula! Nenhum pecado! Ele é o Cordeiro Santo de Deus!
Cremos que Jesus, para tomar o lugar e substituir o ser humano pecador, tinha de viver como um ser humano normal. E o foi no sentido mais absoluto e perfeito. Teve mãe humana, cresceu e desenvolveu-se humanamente. Não apenas comeu e bebeu, como também passou fome, sede e cansaço. Teve todas as emoções e necessidades humanas. Esteve sujeito à todas as tentações do homem e não pecou. Manteve-se preso ao corpo humano e suas consequências: “homem de dores e que sabe o que é padecer” (Is 53:3). Provou a morte – desgraça única da humanidade – e foi sepultado como qualquer mortal (Mt 27:45:66, Mc 15:33-47, Lc 23:44-56, Jo 19:28-42).
Sua Humanidade foi a mais santa que este mundo já viu ou possa ver (Mt 4:2,8:24, 26:28, Mc 3:5, 6:34, 10:14,21, Lc 2:40,52; 22:44; 24:39, Jo 4:6, 8:40, 11:33-36, 12:27, 19:28, I Tm 2:5).
Em vida, Jesus andou com os pecadores, pernoitou em suas casas, comeu e bebeu com eles, chamando-os de “amigos”, “filhos” e “irmãos” (Lc 12:4, 19:5, 7:37-50, Jo 15:15, Hb 2:11).
Ainda que extremamente Santo, jamais rejeitou ou evitou os pecadores, buscando-os com amor e salvando-os (Lc 19:10, Jo 8:10-11).
Sua identificação máxima com os pecadores se deu na hora de morrer, quando assumiu o meu e o seu lugar, colocando-se entre dois pecadores da pior espécie, e morrendo como se fosse também pecador, conforme estava determinado pelo Pai:
“Todos nós andamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho, mas o Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de nós todos. Ele foi oprimido, mas não abriu a sua boca; como um Cordeiro foi levado ao matadouro... foi cortado da terra dos viventes e pela transgressão do meu povo foi Ele atingido... nunca fez injustiça, nem houve engano na sua boca... Todavia ao SENHOR agradou o moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado... o meu servo, o Justo, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si... porquanto derramou a sua alma na morte e foi contado com os transgressores; mas Ele levou sobre si os pecados de muitos e pelos transgressores intercedeu” (Is 53:6-12).
Manteve-se puro porque bem sabia que a Sua missão de libertar os homens da escravidão do pecado só teria êxito se assumisse o lugar do cordeiro inocente, oferecendo o seu corpo sem culpa e sem mancha, para que o seu sangue fizesse expiação em favor dos pecadores (Jo 3:14; 8:28, 12:24, Mt 20:28, 26:24).
Jesus não foi uma vítima involuntária, pois sempre soube a hora que iria ser sacrificado (Jo 7:30, 8:20, 12:23, 13:1, 17:1; Lc 22:53) e deixou-se prender para cumprir a vontade do Pai e salvar os pecadores, através do seu sacrifício perfeito e definitivo (Jo 10:18). Cremos que na cruz, humilhado, ferido, sangrando, das 9:00 da manhã às 3:00 horas da tarde, estava o Salvador que triunfou sobre o pecado, morrendo pelos pecadores!
Paulo, profundo conhecedor da Torá, criado no judaísmo aos pés de Gamaliel, convertido e salvo, escreveu:
“Cristo morreu pelos nossos pecados, de acordo com as Escrituras” (I Co 15:3).
Cremos que Cristo realmente morreu na cruz, e que aquilo não foi “um desmaio”, como afirmam falsamente religiões criadas por homens séculos depois, que não testemunharam nada e não sabem o que dizem, tentando apenas invalidar o que Ele fez.
Pedro, testemunha ocular da Sua morte e sepultamento, escreveu: “Morreu o Justo pelos injustos, para levar-nos a Deus” (I Pe 3:18).
O próprio Jesus, ressuscitado e glorificado, dá testemunho da Sua morte:
“Fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém! E tenho as chaves da morte e do inferno” (Ap 1:18). Glórias a Deus por isso!
E todo o Céu, em adoração, canta um novo cântico, testificando esta Verdade:
“Digno és de tomar o Livro e abrir os seus selos, porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua e povo e nação; e para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a Terra” (Ap 5:9).
Se Ele tivesse apenas desmaiado na cruz, então todo o Céu e Ele mesmo estariam mentindo. Não! Ele não mente, porque odeia a mentira e o falso testemunho! Ele realmente morreu por todos os pecadores, “dos quais eu sou o principal” (I Tm 1:15).
Cremos que ninguém na Terra, nem no Inferno, teria poder para matar YeHOSHUA, o Deus Salvador, e que Ele se entregou voluntariamente por cada um de nós, conforme Ele mesmo disse: “Ninguém tira a minha vida: Eu de mim mesmo a dou” (Jo 10:18). E Ele a deu por amor a mim e a você (Jo 15:13).
Cremos que morreu o Justo pelos injustos, o Inocente pelos culpados, o Puro pelos impuros, o Santo pelos pecadores, o Forte pelos fracos, o Perfeito pelos imperfeitos, para nos conduzir a Deus (Jo 8:46, Rm 5:6-8, II Co 13:4, Hb 9:26-28, I Pe 3:18).
O próprio Jesus, ressuscitado e glorificado, dá testemunho da Sua morte:
“Fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém! E tenho as chaves da morte e do inferno” (Ap 1:18). Glórias a Deus por isso!
E todo o Céu, em adoração, canta um novo cântico, testificando esta Verdade:
“Digno és de tomar o Livro e abrir os seus selos, porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua e povo e nação; e para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a Terra” (Ap 5:9).
Se Ele tivesse apenas desmaiado na cruz, então todo o Céu e Ele mesmo estariam mentindo. Não! Ele não mente, porque odeia a mentira e o falso testemunho! Ele realmente morreu por todos os pecadores, “dos quais eu sou o principal” (I Tm 1:15).
Cremos que ninguém na Terra, nem no Inferno, teria poder para matar YeHOSHUA, o Deus Salvador, e que Ele se entregou voluntariamente por cada um de nós, conforme Ele mesmo disse: “Ninguém tira a minha vida: Eu de mim mesmo a dou” (Jo 10:18). E Ele a deu por amor a mim e a você (Jo 15:13).
Cremos que morreu o Justo pelos injustos, o Inocente pelos culpados, o Puro pelos impuros, o Santo pelos pecadores, o Forte pelos fracos, o Perfeito pelos imperfeitos, para nos conduzir a Deus (Jo 8:46, Rm 5:6-8, II Co 13:4, Hb 9:26-28, I Pe 3:18).
Através da morte de Jesus na Cruz, Deus Se revelou totalmente aos homens (Mt 27:51, Mc 15:38, Lc 23:45). No momento em que Cristo expirou, o véu do templo em Jerusalém se rasgou de alto a baixo, eliminando a barreira que existia entre o ser humano e seu Deus (Mt 27:51). Cremos que é o Sacrifício de Cristo na Cruz que conduz a Humanidade a Deus e traz Deus à Humanidade (Hb 10:19, 20).
Cremos que todo pecador e pecadora que recebe o Senhor Jesus Cristo como Único, Suficiente, Exclusivo e Eterno Salvador, crendo no Seu sacrifício expiatório, recebe de Deus o perdão de todas as suas iniquidades, tem o seu nome escrito no Livro da Vida do Cordeiro, recebe na hora o poder de se tornar Filho de Deus, “e passou da morte para a vida”. Por causa disso, não entrará em condenação! (Jo 1:12, 5:24, Ap 20:11-15).
Cremos que tudo isso é concedido graciosamente ao pecador, sem merecer, porque a salvação é presente de Deus! (Jo 3:16, Ef 2:8-9, Ap 5:9).
8 – A RESSURREIÇÃO DO SENHOR JESUS
Cremos que o mesmo Jesus que morreu na sexta-feira às três da tarde, ressuscitou em carne e ossos no domingo pela manhã, como havia profetizado, sendo visto primeiramente pelos guardas romanos que guardavam o sepulcro, depois por Maria Madalena e pelas demais mulheres, e depois, à tarde, apareceu também para os dois discípulos no caminho de Emaús, depois para os dez discípulos no Cenáculo e, oito dias depois, apareceu para Tomé e os demais apóstolos, e ainda foi visto por mais de quinhentas pessoas, por um espaço de quarenta dias (Mt 27:46, Mc 15:34, Lc 23:44, Mt 17:22-23, 20:18-19, Mc 9:31, 10:33-34, Lc 18:31-33, Mt 28:4, Mc 16:9, Jo 20:16-18, Lc 24:13-34, 24:36-53, Jo 20:19-23, 20:26-29, I Co 15:6).
Cremos na Ressurreição de Jesus, porque ela foi testemunhada pelos guardas: “E eis que houvera um grande terremoto; pois um Anjo do Senhor descera do Céu e, chegando-se, removera a pedra e estava sentado sobre ela. O seu aspecto era como um relâmpago e as suas vestes brancas como a neve. E de medo dele tremeram os guardas e ficaram como mortos ” (Mt 28:2-4). Apavorados, correram para Jerusalém e o Evangelho nos conta: “E eis que alguns da guarda, chegando à cidade, anunciaram aos príncipes dos sacerdotes todas as coisas que haviam acontecido. E, congregados eles com os anciãos e tomando conselho entre si, deram muito dinheiro aos soldados, ordenando: Dizei, vieram de noite os seus discípulos e, dormindo nós, o furtaram. E, se isso chegar a ser ouvido pelo governador, nós o persuadiremos e vos poremos em segurança. E eles, recebendo o dinheiro, fizeram como estavam instruídos. E foi divulgado esse dito entre os judeus, até ao dia de hoje” (Mt 28:11-15).
Diante daquela notícia, transmitida por testemunhas que não tinham nenhum interesse espiritual no caso, o sumo-sacerdote Caifás, que conduziu o falso julgamento de Jesus, pois antes do Seu julgamento já O tinham sentenciado à morte (Jo 11:49-53), bem como todos os sacerdotes do Sinédrio, deveriam ter demonstrado arrependimento e orado a Deus por perdão. Porém, impenitentes, subornaram, mentiram e enganaram, contrariando a Torá, que diz: “Não torcerás o juízo, não farás acepção de pessoas, nem tomarás suborno, porquanto o suborno cega os olhos dos sábios e perverte as palavras dos justos. A justiça, somente a justiça seguirás, para que vivas e possuas em herança a terra que te dará o SENHOR, teu Deus” (Dt 16:19-20). Na quinta-feira já haviam investido trinta siclos de prata para destruir a Verdade e, agora, investem muito mais dinheiro na propagação de uma mentira, que dura até os dias de hoje e tem levado milhões de vidas à ruína eterna. Basta um pouco de raciocínio para se comprovar a fragilidade da mentira arquitetada: Se os guardas estavam dormindo, como podem afirmar que viram os discípulos roubarem o corpo? Quem está dormindo não pode ver nada. E, se viram, por que não impediram que o corpo fosse roubado? Bastaria um simples grito e os discípulos, medrosos que eram, largariam o cadáver e sairiam correndo.
Assim como os inimigos de Jesus investiram muito dinheiro para negar a Sua ressurreição, os salvos devem investir muito mais ainda para anunciar que Ele ressuscitou dos mortos e está vivo pelos séculos dos séculos (Ap 1:17-18).
Cremos na Ressurreição de Jesus, porque ela foi testemunhada por Maria Madalena e pelas outras mulheres: “E, passado o sábado, Maria Madalena, Salomé e Maria, mãe de Tiago, compraram aromas para irem ungi-lo. E no primeiro dia da semana, muito de madrugada, sendo ainda escuro, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado... E de manhã cedo, ao nascer do sol, diziam umas às outras: Quem nos revolverá a pedra da porta do sepulcro? E, olhando elas, viram que a pedra já estava revolvida. E era ela muito grande. E, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus. Correu, pois, Maria Madalena e foi a Simão Pedro e ao outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes: Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram” (Mc 16:1, Lc 24:1a, Jo 20:1b, Lc 24:1b, Mc 16:2b-4, Lc 24:3, Jo 20:2).
As mulheres saíram de casa naquele primeiro dia da semana quando ainda estava escuro e chegaram no jardim do sepulcro com o nascer do sol. Passaram o shabat (descanso) preocupadas com uma coisa desnecessária: ungir um morto, que iria ressuscitar! Também estavam preocupadas com a pedra do sepulcro, que era grande demais até para três mulheres a moverem. Mas esta era outra preocupação desnecessária: Aquele que já havia movido a Rocha da Salvação, também já havia movido a pedra!
Maria Madalena e as outras mulheres, quando viram Jesus ressuscitado, lançaram-se a Seus pés, e não queriam largá-Lo: “E indo elas, eis que Jesus lhes sai ao encontro, dizendo: Eu vos saúdo! E elas, chegando, abraçaram os Seus pés e O adoraram” (Mt 28:9).
Maria Madalena, especialmente, agarrou os pés de Jesus de uma tal maneira, que obrigou o Senhor a dizer: “Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus” (Jo 20:17). Eis mais uma prova maravilhosa que desmente as religiões que ensinam erradamente que Ele ressuscitou “em espírito”, o que por si só é uma aberração e insensatez, porque espíritos não ressuscitam porque não morrem. A aparição de Jesus não era a de um fantasma. Por isso, Jesus teve de ordenar que O largassem e não O detivessem!
Cremos na Ressurreição de Jesus, porque ela foi testemunhada pelos dois discípulos no caminho de Emaús: “Nesse mesmo dia, manifestou-se em outra forma a dois deles que iam de caminho para o campo, para uma aldeia chamada Emaús, que distava de Jerusalém sessenta estádios. E iam comentando entre si tudo aquilo que havia sucedido. Enquanto assim comentavam e discutiam, o mesmo Jesus se aproximou e ia com eles. Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que não o conhecessem. Então Ele lhes perguntou: Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós? Então, eles pararam tristes. E um deles, chamado Cleopas, respondeu-lhe: És tu o único peregrino em Jerusalém que não soube das coisas que nela têm sucedido nestes dias? Ao que Ele lhes perguntou: Quais? Disseram-lhe: As que dizem respeito a Jesus, o nazareno, que foi profeta, poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo, e como os principais sacerdotes e as nossas autoridades o entregaram para ser condenado à morte, e o crucificaram. Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de remir Israel. E, além de tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram. Verdade é, também, que algumas mulheres do nosso meio nos encheram de espanto; pois foram de madrugada ao sepulcro e, não achando o corpo dele, voltaram, declarando que tinham tido uma visão de Anjos que diziam estar ele vivo. Além disso, alguns dos que estavam conosco foram ao sepulcro, e acharam ser assim como as mulheres haviam dito; a ele, porém, não o viram. Então Ele lhes disse: Ó néscios e tardos de coração para crerdes tudo o que os profetas disseram! Porventura não importava que o Cristo padecesse essas coisas e entrasse na Sua Glória? E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicou-lhes o que Dele se achava em todas as Escrituras. Quando se aproximaram da aldeia para onde iam, Ele fez como quem ia para mais longe. Eles, porém, o constrangeram, dizendo: - Fica conosco; porque é tarde e já declinou o dia. E entrou para ficar com eles. Estando com eles à mesa, tomou o pão e o abençoou. E, partindo-o, lho dava. Abriram-se lhes então os olhos e o reconheceram; Nisto Ele desapareceu de diante deles. E disseram um para o outro: Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava e quando nos abria as Escrituras? ” (Lc 24:13a, Mc 16:12, Lc 24:13b-32).
E os dois correram de volta a Jerusalém, que ficava a cerca de treze quilômetros de onde eles estavam, entraram no Cenáculo e disseram aos discípulos a boa notícia:
“Ressuscitou, verdadeiramente, o Senhor e já apareceu a Simão” (Lc 24:34).
Cremos na Ressurreição de Jesus porque ela foi testemunhada pelos dez discípulos no Cenáculo: “Enquanto ainda falavam nisso, na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando os discípulos reunidos com as portas cerradas por medo dos judeus, o mesmo Jesus se apresentou no meio deles e disse-lhes: Paz seja convosco. Mas eles, espantados e atemorizados, pensavam que viam algum espírito. Ele, porém, lhes disse: Por que estais perturbados? E por que surgem dúvidas em vossos corações? Olhai as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo. Apalpai-me e vede; porque um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho. E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos, os pés e o lado. Alegraram-se, pois, os discípulos ao verem o Senhor. Disse-lhes, então, Jesus segunda vez: Paz seja convosco. Não acreditando eles ainda por causa da alegria, e estando admirados, perguntou-lhes Jesus: Tendes aqui alguma coisa que comer? Então lhe deram um pedaço de peixe assado e um favo de mel, o que Ele tomou e comeu diante deles. E lançou-lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem crido nos que o tinham visto já ressuscitado. Depois lhes disse: São estas as palavras que vos falei, estando ainda convosco, que importava que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos. Então lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras. E disse-lhes: Assim está escrito que o Cristo padecesse e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos; e que em seu Nome se pregasse o arrependimento para remissão dos pecados, a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sois testemunhas destas coisas. Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós.
E havendo dito isso, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, são-lhes retidos” (Lc 24:36a, Jo 20:19a, Lc 24:36b-40, Jo 20:20b-21a, Lc 24:41-43, Mc 16:14b, Lc 24:44-48, Jo 20:21b-23).
O Evangelho faz questão de frisar que não foi outro Jesus que se apresentou a eles naquela tarde da Sua ressurreição, mas “o mesmo” que os discípulos conheciam e que morreu na Cruz (Lc 24:36)
Isto é glorioso: o Corpo ressuscitado do Senhor Jesus tem uma nova e desconhecida estrutura molecular, porque preserva a carne e os ossos, mas consegue aparecer e desaparecer quando bem entende. Aqui, o Senhor entrou no recinto, com as portas e janelas trancadas!
Os discípulos pensavam que viam algum espírito, o equivocado teológico que persiste até hoje em muitas religiões, que ensinam que Jesus ressuscitou apenas “em espírito”.
O próprio Jesus desfez tal engano e apresentou cinco tipos de provas da Sua Ressurreição:
1- Prova Pericial: OLHAI AS MINHAS MÃO E MEUS PÉS. Jesus exibe as marcas recentes dos cravos que atravessaram as Suas mãos e os Seus pés. É o Laudo Necroscópico escrito na carne e, pela primeira vez na História da Humanidade, o próprio “cadáver” expõe e registra as conclusões da perícia.
2- Prova Testemunhal: SOU EU MESMO. Jesus nunca mentiu e jamais mentiria. Ele afirma que aquele corpo é o Dele mesmo. Não é um outro corpo emprestado, parecido ou semelhante. Jesus não simula a Sua Ressurreição em carne, porque Ele mesmo disse: “EU SOU a Ressurreição e a Vida” (Jo 11:25).
3- Prova Material: APALPAI-ME E VEDE; PORQUE UM ESPÍRITO NÃO TEM CARNE NEM OSSOS, COMO VEDES QUE EU TENHO. Jesus contesta que teria “ressuscitado em espírito” e apresenta o Seu próprio Corpo como prova inegável de que ressuscitou em carne e ossos. Exibe as mãos, os pés, o lado onde, inclusive, Lhe fizeram o ferimento com a lança, depois de morto.
4- Prova Técnica: TENDES AQUI ALGUMA COISA QUE COMER? Jesus não precisava comer. “Comeu diante deles” para provar que não era um espírito e que o Seu Corpo tem substância.
5- Prova Documental: IMPORTAVA QUE SE CUMPRISSE TUDO O QUE DE MIM ESTAVA ESCRITO NA LEI DE MOISÉS, NOS PROFETAS E SALMOS. Jesus apresenta farta documentação profética das Escrituras Sagradas, que não pode ser contestada, porque narra toda Sua Vida e sofrimento em detalhes, séculos antes de tudo acontecer.
Cremos que Jesus mandou QUE EM SEU NOME SE PREGASSE O ARREPENDI-MENTO PARA REMISSÃO DOS PECADOS, A TODAS AS NAÇÕES porque não há, entre todas as Nações, outro Nome que produz perdão dos pecados e Salvação, simplesmente porque ninguém mais viveu neste Mundo sem pecado, morreu pelos pecadores e ressuscitou vitorioso! Ele é o Único que venceu a Morte e está vivo pelos séculos dos séculos. Por isso, pode garantir a Vida Eterna a todos os que Nele creem! Se as pessoas não acreditarem na Sua ressurreição, perderão a Única chance possível de Salvação.
O Apóstolo Paulo, que já naquela época tinha de combater falsas versões que negavam a Sua ressurreição, escreveu: “E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus, pois testificamos de Deus, que ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou... E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos” (I Co 15:14-18).
Cremos que sem a fé na Ressurreição de Jesus, todos nós estaríamos perdidos porque “se Cristo não ressuscitou” não poderia ter sido o salvador de Si mesmo, quanto mais de um único pecador.
Cremos que é por este motivo que a Ressurreição de Cristo é tão combatida: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados” (v.: 17). É óbvio que quem permanece nos pecados não pode ser salvo. Porém, cremos nisto que a Palavra afirma: “Mas, agora, Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem. Porque, assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por Um Homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo” (I Co 15:14-22).
Cremos que o Cristianismo puro, fiel ao Evangelho, sem “tradições religiosas” e sem idolatrias, é a única fé do mundo que pode oferecer Salvação e Vida Eterna à Humanidade porque só ele tem o Seu Líder ressuscitado! Todos os grandes homens, profetas e líderes religiosos morreram, foram e permanecem sepultados. Somente Cristo foi sepultado e RESSUSCITOU (Mt 28, Mc 16, Lc 24, Jo 20-21), tendo subido aos Céus quarenta dias depois de ressuscitado (Lc 24:50-51, At 1:9-11) e assentado à direita de Deus (Ef 1:19-20).
Cremos que, assim como o tormento e a morte entraram neste mundo pela desobediência de um só homem, a PAZ e a VIDA vieram por nosso Segundo e Perfeito Adão: nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (I Co 15:20-21). E assim como Ele vive, nós também viveremos!
Cremos que não precisamos morrer para saber se seremos salvos, porque Jesus nos oferece, já nesta vida, a certeza da salvação e da Vida Eterna!
“Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha Palavra e crê Naquele que me enviou tem a Vida Eterna e não entrará em condenação, mas já passou da morte para a Vida. Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a Voz do Filho de Deus e os que a ouvirem viverão. Pois assim como o Pai tem Vida em Si mesmo, assim também deu ao Filho ter a Vida em Si mesmo. E deu-lhe autoridade para julgar, porque é o Filho do Homem. Não vos admireis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a Sua Voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a Ressurreição da Vida. E os que tiverem praticado o mal, para a Ressurreição do Juízo” (Jo 5:24-28, 10:10, Mt 25:31-46, Ap 20:11-15).

CONFISSÃO DE FÉ NO CREMOS.
Você é bem-vindo(a) aqui
NOSSOS SÍMBOLOS E NOME!
NOSSO NOME É “COMUNIDADE CRISTÃ DE DEUS NA TERRA” poque sabemos de acordo com a bíblia que o povo de D’eus não é apenas constituído apenas de cristãos, mas também de JUDEUS, portanto nosso SENHOR também tem uma comunidade judaica na terra que também é povo de Deus. O nome deste ministério também é fruto da direção do Espirito Santo e de comparações para conformidade bíblica, que nos mostra que não existe teologia de substituição quanto ao povo de israel como primariamente detentores do titulo de povo de Deus. Temos consciência que nós cristão fomos enxertados como RAMOS DE OLIVEIRA BRAVA assim como o apóstolo Paulo disse em Romanos 11:17....... Por isso, somos a (COMUNIDADE CRISTÃ DE D’US NA TERRA) Não JUDAICA.
Temos como símbolos e logomarcas as figuras da BÍBLIA, um grupo de 04 pessoas representando a família original constituída e estabelecida por Deus dentro propósito de relacionamento entre homem e mulher, assim como foi a primeira família começada por Adão e Eva. Temos ainda a figura do TRIGO nas partes inferiores e superiores do circulo que representa o globo terrestre, semântica contida nisso é que A IGREJA É O TRIGO QUE ESTÁ NA TERRA, AGUARDANDO PELA VOLTA DO GRÃO DE TRIGO QUE ESTÁ NOS CÉUS. JESUS! Em verdade, em verdade vos asseguro que se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, permanecerá ele só; mas se morrer produzirá muito fruto. João 12:24...... A CRUZ VERMELHA: A crucificação era uma pratica de tortura e execução romana, essa pratica bem como o objeto da cruz já existiam antes mesmo do VERBO se fazer carne, porem uma das infinitas e maravilhosas coisa que aconteceram no mundo após JESUS ter sido crucificado, foi a forma como a humanidade passou a olhar para este objeto. É impossível olhar para a CRUZ em qualquer parte do mundo em qualquer cultura que seja e não associa-la ao nosso MESTRE E SENHOR , AMADO JESUS! POR ESSE MOTIVO ADOTAMOS A CRUZ APENAS COMO UM SÍMBOLO, MAS NUNCA COMO OBJETO DE SUPERSTIÇÃO AMOLETO OU MISTICO COMO FAZEM MUITAS RELIGIÕES PAGÃS. NOSSA CRUZ É VERMELHA PARA LEMBRAR-NOS QUE NAQUELE DIA DA CRUCIFICAÇÃO O SANGUE CARMESIM PURO E IMACULADO DE NOSSO SENHOR JESUS, FOI TOTALMENTE VERTIDO NA CRUZ, TORNANDO-A NAQUELE MOMENTO VERMELHA, AO OLHARMOS PARA A CRUZ NOS CONSCIENTIZAMOS TAMBÉM QUE POR CAUSA DE NOSSA NATUREZA PECAMINOSA E DEPRAVADA, FOI QUE TODA A VIOLENTA IRA DE DEUS CAIU EM CIMA DE UM ÚNICO INOCENTE, ASSIM COMO ESTÁ DESCRITO EM ISAÍAS 53.5 Mas, de fato, ele foi transpassado por causa das nossas próprias culpas e transgressões, foi esmagado por conta das nossas iniquidades; o castigo que nos propiciou a paz caiu todo sobre ele, e mediante suas feridas fomos curados. A POMBINHA BRANCA: Esta é apenas uma das representações da PESSOA DIVINA do ESPIRITO SANTO, como está registrado: e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corporal, como uma pomba. E do céu surgiu uma voz: “Tu és o meu Filho amado; e em ti me agrado sobremaneira”. Lucas 3:22
NO QUE CREMOS!
A COMUNIDADE CRISTÃ DE DEUS NA TERRA, Crê, adota e prega o Plano de Deus para a Salvação, contido na Sua Palavra e resumido na seguinte Confissão de Fé:
1- A REVELAÇÃO DE DEUS
Cremos que, muito antes da fundação do mundo e do Universo, antes de tudo, Deus já existia (Pv 8:26-30, Sl 90:2). E que Ele é o único Criador de todas as coisas, sejam elas visíveis ou invisíveis (Cl 1:16). Tudo foi feito por Ele e sem Ele nada do que foi feito se fez (Jo 1:13). E que muito antes de a Palavra ser pregada por profetas ou escrita para a Humanidade, Deus se fez revelar como Criador através destas duas maneiras:
a) PELA OBSERVAÇÃO DA NATUREZA: Diante de tanta grandeza, até o mais primitivo dos homens teve a certeza de que “Alguém” tinha criado tudo isto. Por não terem a revelação da Palavra, os povos O adoravam como podiam, como os indígenas brasileiros e as tribos africanas. Mesmo os “selvagens nórdicos”, como os vinkings, com suas diversas mitologias, sabiam pela observação da Natureza, que “Alguém” estava acima deles (Sl 19:1-2, Sl 97:6, Is 40:26, Rm 1:19-20).
b) PELA SUA CONSCIÊNCIA: Jamais os arqueólogos, historiadores, sociólogos e psicólogos encontraram um só povo que fosse ateu. Mesmo uma criança, que nunca foi ensinada a respeito de Deus ou do pecado, já nasce com esta revelação escrita em seu coração. Todo ser humano, ao fazer algo contrário a este “código” escrito na sua consciência, sente que se tornou devedor a Alguém que não se pode ver, mas que sabe existir (Rm 2:14-15).
Ainda que a Natureza ou a Consciência Humana demonstrem a Autoria do Criador, contudo não revelam a Unicidade de Deus e seu caráter. Por isso, Deus, primeiramente, enviou:
c) OS PROFETAS: (Êx 4:12, I Sm 3; Is 6; Ez 3:17, Jr 7:1, 26:4-6, Ez 38:17-23, Os 1; Am 7:14-17, Zc 1:2—6, Mt 23:34-36). Através dos diversos Profetas enviados, Deus revelou Sua santidade, caráter, moral, autoridade e Juízo, mas faltava-lhes revelar Sua bondade, amor e misericórdia.
Então, por último, YHVH (Ex 3:14-15), usou a forma de revelação mais clara possível, para que todos os homens de todas as raças, loucos e sãos, sábios e tolos, ricos e pobres, grandes e pequenos, pudessem conhecê-Lo na sua forma pessoal:
d) JESUS CRISTO: Cremos no nascimento único e sobrenatural do Senhor Jesus Cristo, da linhagem do Rei Davi, prometido mil anos antes por Deus para ser o Rei Eterno (II Sm 7:8-9, 12-14, Sl 72), por um sinal único dado pelo próprio Deus: através do parto por uma virgem, na mesma cidade em que Davi nasceu (Is 7:14, Mq 5:2).
Assim, cremos que Ele foi gerado pelo Espírito Santo de Deus no ventre da virgem Maria, conforme anunciado pelo Anjo Gabriel:
“Salve, agraciada; o Senhor é contigo. Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo. O Senhor Deus lhe dará o trono de Davi seu pai e reinará eternamente sobre a casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.”. Então Maria perguntou ao Anjo: “Como se fará isso, visto que não conheço varão? ”. Respondeu-lhe o Anjo: “Virá sobre ti o Espírito Santo e a Virtude do Altíssimo te cobrirá com a Sua sombra. Por isso o Ente Santo que de ti há de nascer será chamado Filho de Deus” (Lc 1:28-35).
Cremos que Ele nasceu para ser DEUS CONOSCO, em cumprimento da profecia feita por Deus 700 anos no livro de Isaías, conforme anunciado pelo Anjo Gabriel a José:
“José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, pois o que nela se gerou é do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, a quem chamarás JESUS; porque Ele salvará o seu povo dos seus pecados. Ora, tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que fora dito da parte do Senhor pelo profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, o qual será chamado EMANUEL, que traduzido é: Deus conosco” (Is 7:14, Mt 1:20-23).
Cremos que Ele veio para ser “Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz” mas, principalmente, para SALVAR: O nome “JESUS”, dado pelo Céu, como nós conhecemos aqui no Ocidente, é a versão grega do nome hebraico “YeHOSHUA”, que quer dizer “YAVÉ SALVA”. Seu Nome, portanto, já mostra que Ele é o Deus Salvador! (Is 9:6).
Cremos que este sinal único de Deus era muito mais profundo do que simplesmente um menino nascer através do parto de uma mulher ainda virgem, mas que tal nascimento seria de um modo impossível para a Humanidade: Sem a participação da semente do homem, para que a prometida “semente” da mulher esmagasse a cabeça da antiga Serpente, que deu origem ao pecado no mundo (Gn 3:15).
Por isso “YeHOSHUA” – A semente da Mulher – veio para salvar a Humanidade de seus pecados.
Cremos que, não obstante Jesus Cristo ser chamado de “Filho de Deus”, Ele é o próprio Deus! No precário entendimento da Humanidade ninguém pode nascer neste mundo sem ter um pai. E se Ele não é filho de José, de quem seria então? A resposta simplista era: “De Deus!”. Mas a conclusão teológica de que Ele é o próprio Deus, também pode partir de simples perguntas humanas: “O filho do macaco é? Macaco! O filho do ser humano é? Ser humano! O filho de Deus é? Deus!
Portanto, cremos que Jesus Cristo não é “um deus”, como ensinam algumas religiões, nem tampouco “um deus menor”, porque a Palavra de Deus declara que não há outro Deus (Dt 4:35, 39, 33:26, I Sm 2:2, II Sm 7:22, I Rs 8:60, e o próprio Deus afirma em Isaías 44:8: “Há outro Deus além de mim? Não! Não há outra Rocha que eu conheça”. Ele também diz: “EU SOU O SENHOR e não há outro; fora de mim não há deus” (Is 45:5). E mais: “Porque assim diz o Senhor, que tem criado os céus, o Deus que formou a Terra e a fez; Ele a estabeleceu, não a criou vazia, mas formou para que fosse habitada; EU SOU O SENHOR e não há outro” (Is 45:18). Ele diz: “desde a antiguidade EU SOU DEUS e não há outro Deus” (Is 46:9, Os 13:4, Jl 2:27).
E para confirmar que o Salvador é Deus, Ele mesmo declara: “Não há outro Deus, senão eu; Deus justo e Salvador não há além de mim. Olhai para mim e sereis salvos, vós, todos os termos da terra, porque EU SOU DEUS, e não há outro! Por mim mesmo tenho jurado, já saiu da minha boca e não tornará atrás: que diante de mim se dobrará todo o joelho e por mim jurará toda língua” (Is 45:21-23).
Na pessoa de Jesus, Deus se revelou plenamente à raça humana, de modo que todos os povos na Terra podem compreender a sua principal missão: SALVAR.
Cremos que JESUS é o prometido ainda no Éden (Gn 3:15) e que os antigos profetizaram (Gn 49:10, Dt 18:15, Nm 24:17, Sl 40:7, 45:6, 110:1, Is 7:14, 9:6-7, 42:1-7, 53:1-12, 59:19-21, 61:1-11, Dn 2:44, 7:27, Zc 14:9, Mt 5:17, Lc 24:44) e que, apesar de conhecido como Filho de Deus (Mt 11:25-27, Mc 12:36-37, Lc 1:35, 10:22, Jo 5:25), é o próprio Deus, com a mesma autoridade do Pai (Mc 2:1-12, 13:31, 14:62, Jo 10:30, 12:44, Ap 1:8), tendo os seus milagres e maravilhas nunca antes realizados em toda a história da Humanidade (Lc 12:54-56; Jo 3:2, 9:32, 14:11) comprovado isso.
Os milagres de Jesus não foram feitos na base da mágica, ilusionismo, hipnotismo, sugestão ou predestinação. Ele os realizou porque tem poder para tanto, estando acima das leis da física e da natureza, que Ele próprio criou (Jo 1:3).
Seus prodígios e sinais foram realizados diante de milhares de testemunhas e as pessoas puderam provar e participar de suas maravilhas. Por isso, Jesus pôde, sem qualquer dificuldade, transformar água em vinho (Jo 2:9), curar o filho do oficial à distância (Jo 4:46), curar a febre da sogra de Pedro (Mt 8:14), limpar os leprosos (Mc 1:41), fazer andar o paralítico (Lc 5:18), tornar perfeita a mão ressequida de um homem (Mt 12:10), acalmar uma grande tempestade (Mt 8:26), estancar a hemorragia de uma mulher (Lc 8:43), andar sobre as águas (Mc 6:49), fazer falar e ouvir um homem que era surdo-mudo (Mc 7:33), curar uma criança lunática (Lc 9:37), curar dez leprosos de uma vez (Lc 17:12), curar um hidrópico (Lc 14:2), reimplantar a orelha cortada de Malco (Lc 22:51), fazer duas pescas maravilhosas em lugar que sabidamente não tinha peixe (Lc 5:6, Jo 21:6), libertar da possessão de espíritos imundos o endemoninhado da sinagoga (Mc1:26), do endemoninhado que era cego e mudo (Mt 12:22), do endemoninhado de Gadara que habitava em sepulcros (Lc 8:26), alimentar cinco mil pessoas com apenas cinco pães e dois peixinhos (Mt 14:15) e, em outra ocasião, alimentar quatro mil pessoas com sete pães e alguns peixinhos (Mt 15:32), ressuscitar os cadáveres do filho único da viúva (Lc 7:11), da filha de Jairo (Mt 9:18) e o de Lázaro, morto há quatro dias, em adiantado estado de putrefação e todas as testemunhas puderam sentir o seu mau cheiro (Jo 11), além de muitas outras coisas que Jesus fez e que se encontram relatadas nos quatros livros: Mateus, Marcos, Lucas e João, e as que não estão relatadas por falta de espaço (Jo 21:25).
Seus milagres foram tão reais e sobrenaturais, que os líderes religiosos de então se reuniram e traçaram um plano diabólico para tirar a vida de Jesus, pois diziam: “que estamos fazendo, uma vez que este homem opera muitos sinais? Se o deixarmos assim, todos crerão nele. Desde aquele dia, resolveram matá-lo” (Jo 11:53). Cremos que toda a Sua vida foi uma declaração do sublime amor de Deus (Mc 2:17, 10:21, 45, Lc 19:1-10, Jo 3:16) e que a Sua morte como Cordeiro de Deus coroou Sua vida em favor da Humanidade (Mc 14:22-24). Cremos que a Sua ressurreição e ascensão (Mt 28, Mc 16, Lc 24, Jo 20; At 2:6-11, Ap 5) são as garantias irrefutáveis de que, assim como Ele vive, nós também viveremos! (Ap 1:18).
Cremos que Jesus é a própria Palavra de Deus (Jo 1:1-17, Hb 1:1-2, I Jo 1:1, Ap 19:11-13) e que ninguém pode conhecer o Pai se não for por Ele (Mt 11:27, Jo 1:18) sendo Ele a única porta (Jo 10:9) e caminho para a salvação (Jo 14:6). E que “crer” é o verbo salvador (Mc 16:16, Lc 24:25, Jo 3:16, 5:24, 6:40-47, 11:25).
AS DUAS ALIANÇAS (TANACH E B’RIT HADASHACH) ANTIGA E NOVA!
2- AS ESCRITURAS SAGRADAS
Cremos nas Escrituras Sagradas como a Palavra Viva de Deus aqui na Terra porque o próprio Senhor Jesus testificou de sua verdade e origem. Desde a sua tentação no deserto, bem como em seus sermões, ou profecias, Jesus sempre dizia: “está escrito” ou “nunca lestes?”, e jamais pregou sobre tradições religiosas ou textos extra bíblicos, a não ser para combatê-los (Mt 4:4, 4:6, 4:7, 4:10, 5:17-18, 11:10, 21:13, 21:42, 22:29-32, 23:35, 25:31, 26:24, 26:31, Mc 2:25, 7:6, 9:12, 9:13, 10:5, 11:17, 12:10, 14:21, 14:49, Lc 4:16-21, 6:3, 10-26, 17:26, 18:31, 20:17, 22:37, Jo 6:45, 8:17, 10:34-36).
Jesus, ressuscitado, confirmou a veracidade das Escrituras, mostrando seu fiel cumprimento, pregando desde Moisés, os Profetas e Salmos (Lc 24:25-44), e ainda abriu os entendimentos dos discípulos para compreenderem as Escrituras (Lc 24:46).
Cremos que Jesus citou largamente a Escritura hebraica, assim como os demais Apóstolos, porque o Novo Testamento ainda não havia sido escrito; mas cremos que o Novo Testamento é igualmente bíblico e inspirado por Deus, porque traz os “escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu Nome” (Jo 20:31, Ap 1:19, 2:1, 2:8, 2:12, 2:18, 3:1, 3:7, 3:14, 14:13, 19:9, 21:5).
Por isso, cremos totalmente na inspiração Divina das Escrituras, tanto no Antigo como no Novo Testamento (2 Tm 3:16-17), e que a Bíblia é um livro divino-humano, assim como Jesus é Deus e perfeitamente humano (Jo 5:27, 8:28, I Tm 2:5). Humano, porque foi escrito por homens e, às vezes, manifesta pensamentos e sentimentos humanos, como, por exemplo, os discursos errôneos feitos sobre Deus pelos amigos de Jó (Jó 42:7), e tem fatos históricos e políticos que pertencem aos homens, como muitas partes dos livros de Reis e Crônicas.
Cremos que a Bíblia é um Livro Divino, porque é obra de homens inspirados por Deus (II Tm 3:16), sendo que seus escritores e profetas foram guiados para trazer-nos palavras revestidas de sentido mais profundo, que eles mesmos, muitas vezes, desconheciam (I Pe 1:10-12, Dn 8:15, 12:8-12). Por isso os seus escritores são chamados de “homens impelidos pelo Espírito Santo” (Êx 24:12, 34:27, Nm 31:21, Dt 32:46-47, Js 1:7, Ed 7:6, II Sm 23:2, Is 30:8, Jr 30:1-3, 36:1-2, Ez 24:1-2, Hc 2:2, II Pe 1:20-21, Ap 1:19, 19:9, 21:5, 22:6).
Cremos que a aceitação da Bíblia como Palavra de Deus é uma questão de fé e não de ciência sem, contudo, ser irracional e ilógica, pois a cada dia que passa a Ciência confirma as Escrituras ao invés de desmenti-la.
A própria Bíblia testifica que seus escritos saem da boca de Deus (Êx 5:1, Nm 14:28, Js 7:13, I Sm 2:27, 2 Sm 7:5, I Rs 11:31, 12:24, 13:2, II Rs 1:417, 7:1-19, Is 7:7, 38:5, 43:1, Jr 2:2, Ez 2:1-5, Jl 2:12, Am 1:3, Ob 1:1, Mq 2:3, Ag 1:2, Zc 1:3, Ml 1:4), o que o nosso coração confirma, porque, ao ler a Bíblia, sentimos Deus falando conosco. Nenhum outro livro na Terra proporciona isso.
Cremos que a Bíblia merece total confiança como revelação de Deus, porque é o único Livro que relata o passado, o presente e o futuro, sendo que as dúvidas e interrogações devem-se, principalmente, à incapacidade humana de interpretá-la.
Cremos que, para entendê-la perfeitamente, devemos depender da graça e sabedoria do mesmo Espírito Santo que inspirou os seus escritores (Is 41:22, Dn 2:28, 8:17-19, 9:23-25, 10:11-12, Lc 10:22, 21:36, Jo 15:15, 16:13, 17:26, I Co 2:10-14, I Jo 2:27, Ap 22:6).
Cremos que a Bíblia deve ser lida e interpretada em seu contexto e não em versículos isolados, pois existem muitas passagens poéticas ou em parábolas que não devem ser tomadas ao pé da letra, mas no seu sentido espiritual, cujos mistérios são dados a conhecer somente àqueles a quem o Senhor quiser revelar (Mt 13:10-11, Lc 8:9-10).
Cremos, inclusive, que nenhuma Igreja ou autoridade no mundo pode acrescentar qualquer texto às Sagradas Escrituras porque ela é, por si só, autossuficiente e fiel. (Mt 5:18-19, Gl 1:8-9), e qualquer pessoa que se atrever a mudar as Escrituras, acrescentar ou tirar qualquer palavra sua, atrairá todas as pragas descritas no Livro (Ap 22:18) e ainda perderá a sua parte no Livro da Vida (Ap 22:19).
PARA NÓS D’US É: 3 – DEUS É ...
Cremos que as palavras e os dicionários não podem definir o que Deus é. Por isso que Ele declarou a Moisés o Seu Nome: “EU SOU O QUE SOU” (Ex 3:14). Ele é TUDO o que a nossa limitada percepção puder alcançar! E que somente poderemos conhecê-Lo como realmente é quando os nossos corpos mortais forem transformados e glorificados à Sua semelhança. Fomos criados à imagem e semelhança de Deus (Gn 1:26, 6:6-7, Dt 29:20, II Cr 16:9, Jr 15:6) e também semelhante a Ele, nós, os salvos, um dia seremos transformados (I Co 15:50-54, I Jo 3:2, Fp 3:20-21).
Porém, baseados na Palavra de Deus e no testemunho do próprio Cristo, cremos que:
a) D’US É AMOR PERFEITO: amor sublime, verdadeiro, não fingido, espontâneo, altruísta, que alcança todos os homens, até os mais miseráveis e detestáveis (Mc 10:21, Jo 12:30, 13:1, 15:9, 15:13, 17:26, At 17:30, Rm 8:38-39, Gl 2:20, Ef 2, 2 Ts 2:16, I Tm 1:15-16, I Jo 4:8-16,). E que a maior prova deste infinito amor é o oferecimento de seu único e amado filho, Jesus Cristo, em favor de todos os pecadores (Jo 3:16, I Jo 4:19, Ap 1:5).
b) D’US É ESPÍRITO: a existência divina é diferente da nossa, material e corporal (Is 31:3) e, por Ele ser Espírito (Jo 4:24, II Co 3:17) cremos que é completamente antibíblica e abominável qualquer tentativa de representá-Lo através de objetos quadros, imagens, símbolos ou ídolos (Êx 20:4-6, Lv 26:1, Dt 4:23-24, 27:15, Sl 78:58, Is 42:8).
c) D’US É LUZ: luz verdadeira, que nunca se apaga, que ilumina o caminho de todos aqueles que estão em trevas, e que sempre a nossa Luz eterna (Sl 27:1, 36:9, Is 2:5, 60:19, Jo 8:12, Tg 1:17, I Jo 1:5, Ap 22:5).
d) D’US É INFINITO E ETERNO: tudo que Deus é, é infinito e eterno: amor sem fim, poder sem fim, misericórdia sem limite, santidade sem limite, atividade sem limite (Ex 15:11, Jó 11:7-10, Sl 145:3, 147:5). Deus também não está limitado ao passado, presente ou futuro, porque Ele é o Alfa e o Ômega (Gn 21:33, Dn 12:7, Sl 45:6, 90:4, Ec 3:14, Is 40:28, Jr 10:10, Jo 8:58, Hb 13:8, II Pe 3:8, Ap 22:13).
e) D’US É TRANSCENDENTE E ONIPRESENTE: criou Ele os Céus e a Terra, suas criaturas, o universo, está em tudo e em todos, sem nunca ter precisado de mãos humanas para servi-Lo (I Cr 29:14, Jó 41:11, Sl 11:4, 33:18, 66:7, 101:6-7, 139:7-18, Dn 7:14, At 17:24-25, 27-28).
f) D’US É ONISCIENTE: Ele tem perfeito conhecimento do que vai dentro e fora do coração do homem, do que acontece dentro e fora do mundo, do que ocorre dentro e fora do universo, do que se passou e do que ainda acontecerá (I Sm 16:7, I Cr 28:9, Sl 44:21, 94:11, 139:4, 1 Rs 8:29, Sl 139:1-16, 46:10, Ez 11:5, Dn 8:19, Lc 12:30, 21:7, Mt 24, At 15:18, Jo 5:6, 6:61, 13:1, 21:17, Hb 4:13, Ap 1:1, 4:1, 22:6).
g) D’US É IMUTÁVEL: ao contrário da instabilidade emocional do ser humano, Deus não é volúvel nem em seus pensamentos, nem em suas emoções (Dt 33:27, Sl 90:2, 102:26-27, Is 43:10, Ml 3:6, Hb 13:8, I Tm 1:17, Tg 1:17).
h) D’US É SANTO: o único Santo, distinto de todas as suas criaturas (Êx 15:11, I Sm 2:2, Is 57:15). É moralmente perfeito e isento de qualquer impureza ou pecado. É na presença de Deus que o ser humano tem consciência de seu estado pecador (Jó 6:10, 34:10, Sl 89:18, 99:9, Is. 6:1-5, 30:15, 57:15, Ez 43:7, Os 11:9, Jl 3:17, Hc 1:12, Lc 1:35, Hb 1:13, Ap 3:7, 4:8, 15:3-4, 16:5).
i) D’US É JUSTIÇA: O Único Juiz, que exerce a verdadeira e perfeita Justiça em todo o Universo. Ele não pende para o rico e nem para o pobre. “Ao Todo-Poderoso não podemos alcançar; grande é em poder; porém, a ninguém oprime em juízo” (Jó 37:23). Além de ter gravado o Seu Código Moral na consciência humana, entregou a Sua Lei escrita à Humanidade, deixando claro que recompensa os que a guardam e castiga os que a desobedecem. Sua Justiça nunca falha e nem demora, ainda que, muitas vezes “pareça tardia” (Lc 18:7-8). Crer Nele é reconhece-Lo como Justiça (Gn 15:6, 18:19-25, Lv 19:15, Dt 6:24-25, 9:4-6, 10:17-18, Dt 16:18-20, 32:36, I Sm 26:23, 1 Sm 12:7, 2 Sm 22:21-25, 1 Rs 3:9-10, Sl 9:7-8, 11:7, 15:1-2, 33:4-5, 35:27, 89:14, 96:13, 98:9, 99:4, 103:6, Pv 8:18, 11:4-5, 12:28, 13:6, 15:9, 21:21, Is 9:6-7, 11:1-5, 33:22, 41:10, 42:1-4, 45:8, 45:23-24, 51:5, 63:1, Jr 9:24, 22:3, 23:5-6, 33:15-16, Ez 3:18-20, 14:20-26, 18:8, Dn 9:7, Ne 2:20, Mq 6:8, Zc 7:9, 8:8, Ml 4:2, Mt 3:15, 5:6, 6:33, Jo 16:8, 5:30, At 17:31, Rm 1:32, 14:17, 2 Tm 4:8, Hb 1:8-9, 7:1-2, 2 Pe 2:5-6, I Jo 2:29, 3:7-10, Ap 19:11-12).
j) D’US É VERDADEIRO: Ele ama a verdade e odeia a mentira e a hipocrisia. Nele não há falsidade ou encenação. Ele é o único e verdadeiro Deus (I Reis 18:24, 18:37:39, 2 Cr 15:3-4, Is 44:8, Mt 22:16-18, Jo 3:33, 5:30-32, 7:18, 7:28, 8:14-16, 8:26-27, 17:1-3, Rm 3:4, Fp 4:8-9, I Ts 1:9, I Jo 5:20, Ap 3:7, 6:10, 19:11).
k) D’US É FIEL: Ele honra e vela pela sua Palavra para a cumprir, bem como todas as promessas que faz na vida de cada salvo. Por isso, Deus ama as pessoas fiéis, e as procura em toda a Terra, para que estejam com Ele aqui na Terra como no Céu. Deus nomeia os fiéis para a Sua Obra, e rejeita os infiéis. Quando Ele ajustar contas com Seus servos, recompensará a fidelidade de cada um e castigará a infidelidade. Deus tem poder de tornar fiéis os infiéis. E com fidelidade promete a Coroa da Justiça para quem for fiel até a morte (Nm 23:19, Dt 7:9, I Sm 2:35, Ne 7:2, Ne 9:8, Sl 19:7, Sl 78:8, 89:34-37, Pv 11:18, 25:13, 28:20, Is 1:21-26, 49:7, 53:10-11, Jr 42:5-6, Dn 2:45, 6:4, Os 11:12, Mt 24:45-51, Mt 25:19-30, Lc 16:10-12, 19:15-17, I Co 1:9, 4:2, 4:17, 10:13, II Co 1:18, 6:15-18, Cl 4:9, Hb 10:23, I Ts 5:24, II Ts 3:3, I Tm 1:12, II Tm 2:13, Hb 2:17, 3:2-5, 10:23, 11:11, I Pe 4:19, I Jo 1:9, Ap 1:5, 2:10, 3:14, 19:11).
l) D’US É BONDADE, GRAÇA, MISERICÓRDIA, LOGANIMIDADE: Quando Moisés pediu ao Senhor para ver a Sua glória, Deus assim Se mostrou: “Eu farei passar toda a minha bondade perante ti, e proclamarei o nome do SENHOR diante de ti; e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem eu me compadecer” (Êx 33:19). Foi esta Bondade que Davi proclamou que o seguiria todas os dias da sua vida (Sl 23:6). Sua bondade pode ser vista na terra dos viventes e é a base da esperança dos que Nele confiam (Sl 27:3, 33:5, Is 63:7) Deus trata todas as suas criaturas com generosa bondade, mas esta se manifesta especialmente aos que O temem (Sl 31:19, 65:4, 103:17, Sl 104:21, Sl 145:8-9, 16, Mt 5:45, 9:17, At 14:17, Tt 3:5). Sua inefável Graça se manifestou desde antes do dilúvio (Gn 6:8) e Ele a faz derramar sobre os seus servos, enchendo-lhes de bens (Gn 39:21, Êx 3:21, 11:2-3, 12:36, Sl 84:11, Dn 1:9, Jo 1:16). Sua Graça não tem fim e está sempre pronta para perdoar os pecadores, que vivem em paz, em vitórias e certeza da salvação (Zc 12:10, At 2:47, 4:33, Rm 3:24, 5:15-21, 6:14, Ef 1:7, 2:5-9, 6:7, 2:7-9, Tt 2:11, 3:7 II Ts 2:16, II Tm 1:9). Sua graça consiste em favor imerecido concedido ao pecador (Rm 11:6, Ap 21:6, 22:17). Sua Misericórdia é “desde a eternidade” (Sl 25:6). Juntas, Sua Misericórdia e Bondade, O fazem esquecer das nossas transgressões e retiram a carga daqueles que sofrem em consequência do pecado, e são a causa de não sermos consumidos (Lc 1:54,72,78, Rm 9:16-18, 15:9, Ef 2:4, Lm 3:22). Sua infinita Longanimidade consiste em tolerar e ter paciência com aqueles que são rebeldes e não atendem aos apelos de um Deus amoroso (Nm 14:18-20, Sl 103:8-18, Jn 4:2, Rm 2:4, 9:22, I Tm 1:16, I Pe 3:20, II Pe 3:9,15).
m) D’US É ONIPOTENTE: Mesmo possuindo todo Poder e não tendo ninguém acima Dele, ainda assim, o Onipotente busca frágeis seres humanos para fazer Sua aliança, o que mostra que até no Seu Amor Ele é Onipotente! Ele pode fazer de tudo para executar sua soberana vontade; contudo, com seu infinito poder, o Onipotente não se impõe e respeita a vontade do homem, ímpio ou não. Não tendo ninguém a quem prestar contas, o Onipotente a Si mesmo se respeita e não mente, não engana, não peca, não se nega (Gn 17:1, Gn 18:14, 35:11, 48:3-4, Êx 6:3, Dt 10:17, Nm 23:19, I Sm 15:29, 2 Cr 14:11, Ne 9:32, Sl 24:8, 50:1, 68:14, 72:18, 89:8, 91:1, 93:4, Jó 40:1-2, Pv 26:10, Jr 32:27, Zc 8:6, Mt 3:9, 26:53, Mc 10:27, Lc 1:37, Ef 3:20, Hb 6:18, Tg 1:13,17, I Tm 6:15, Jd 1:24-25).
4 – A UNIDADE E TRI-UNIDADE DIVINA
Cremos na seguinte declaração do próprio Deus: “EU SOU O SENHOR, E NÃO HÁ OUTRO! FORA DE MIM NÃO HÁ DEUS” (Is 45:5, 45:22, Os 13:4, Jl 2:27).
Cremos que Deus se revelou pelo Seu Nome primeiramente à nação de Israel, por volta de 1.450 a.C., quando disse a Moisés: “Eu apareci a Abraão, e a Isaque, e a Jacó, como o Deus Todo-Poderoso, mas pelo meu Nome, YHVH, nãos lhes fui perfeitamente conhecido” (Êx 6:3). “Assim dirás aos filhos de Israel: YHVH me enviou a vós” (Êx 3:14), traduzido do hebraico como “EU SOU”.
Cremos que, devido ao fato de antigamente não haver vogais no alfabeto dos povos semitas, o nome de YHVH era pronunciado de memória. Como os israelitas tinham uma ordem na Torá para não pronunciarem o Nome de YHVH em vão, a pronúncia correta acabou perdendo-se no tempo. Os tradutores e copistas da Torá, por temor a Êxodo 20:7, preferiam escrever o nome YHVH como ADONAI, que quer dizer SENHOR, e sempre em maiúsculas: “Não tomarás o nome do SENHOR, teu D’us, em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu Nome em vão” (Êx 20:7). Quando muito mais tarde, para facilitar o idioma hebraico, pensou-se numa representação gráfica para a pronúncia das vogais, elas foram introduzidas ao lado, acima ou abaixo das consoantes. Porém, quando isso foi feito, já havia muito tempo que o nome YHVH não era mais pronunciado.
Cremos ser inadequada a forma “Jeová” como nome de Deus, porque esta forma só surgiu no ano 1.518 da era cristã e misturou o tetragrama sagrado YHVH com as vogais de ADONAI. Corroborando nossa fé, todos os eruditos consideram errada a palavra Jehovah como o nome do SENHOR. Os estudiosos acreditam que a pronúncia mais correta seja YaHVeH (Yavé, Iavé ou Javé). Isto porque, em hebraico, Y, I ou J (yod, iod, jod) representam a mesma letra. I e J são usados mais nas palavras traduzidas para o nosso idioma, como Isaías, Jesus, Iavé, Javé. Já o Y é empregado quando se deseja ficar mais próximo do original. Portanto, o mais correto é ler YAVÉ.
Cremos que o SENHOR abomina e proíbe as imagens de escultura como forma de adoração ou veneração para o Seu povo (Êx 20:1-6, Lv 26:1, Dt 5:6-10, Jr 5:7), e que esta é uma proibição fundamental inclusive no Novo Testamento (At 15:20-29, 21:25, I Co 8:4-6, 10:7, 12:2, II Co 6:16, I Ts 1:9, I Jo 5:21), e que, conforme Deus diz, “nada sabem os que conduzem em procissão as suas imagens” (Is 45:20-21, 44:18).
Cremos na Palavra que diz que os “ídolos são inúteis” (Sl 97:7, 115:4-8, Ap 9:20-21) e que os que desobedecem a Deus e veneram os ídolos foram enlaçados e ficarão de fora da vida eterna (Sl 106:36, I Co 6:10, Ap 21:8, 22:15).
Cremos que este ÚNICO DEUS não admite que o ser humano, por Ele criado, adore qualquer outro “deus” ou imagem, conforme está escrito: “O SENHOR, teu Deus, temerás, e a Ele servirás... Não seguireis outros deuses” (Dt 6:13-14, I Sm 2:2, 7:22, I Rs 8:60, Is 44:8, 45:5-6, 45:18, 46:9, Mt 4:10, Mc 12:32, I Tm 2:5, 6:15-16).
Cremos, conforme testifica o Antigo Testamento, que YHVH é UM e que ALÉM DELE NÃO EXISTE OUTRO DEUS. Entretanto, esse ÚNICO DEUS, já no início do Antigo Testamento, refere-se a Si mesmo no plural: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gn 1:26, 3:22, 11:7, Is 45:21-23, Os 13:4).
Cremos que Deus foi Se revelando como Trindade de maneira gradual, porque o “Anjo de YHVH”, que no A.T. assume forma visível, refere-se a Si mesmo como sendo o próprio YHVH, uma revelação sombreada de Yehoshua, o nome hebraico de Jesus que significa “Deus Salvador”, e ainda se apresenta como “Redentor”, “Rei” e “Filho” (Gn 16:7-13, 18:1-2, 22:11-18, 31:11-13, Êx 3:2-6, 3:14, Jz 2:1, 6:11-24, 13:3-22, II Sm 2:22, Jó 19:25, Sl 2:7-12, 19:14, 78:35, 106:21, Is 41:14, 43:3,11,14, 44:6,24, 45:15, 21, 47:4, 48:17, 49:7,26, 54:5,8, 60:16, Jr 14:8, 50:34, Dn 3:25, 7:13-14, Zc 9:9, 12:10, Os 13:4).
Deus ainda no A.T. fala de Si mesmo e revela-Se como Pai, Salvador angustiado no Anjo do Senhor, e Espírito Santo em Isaías 63:8-16, e manifesta-Se como Espírito, DANDO SEU PRÓPRIO ESPÍRITO SANTO aos profetas (Nm 24:2, Jz 3:10, 6:34, 11:29, 13:25, 14:6, 15:14, I Sm 10:6-10, 16:13, 19:20-24, 2 Sm 23:1-2, 2 Cr 15:1, 20:14, 24:20, Is 50:21, Ne 9:30, Sl 51:10-11, Is 48:16, 63:10, Ez 2:2, 3:12, 11:5, Jl 2:27-28, Zc 7:12).
Assim, em todo o Antigo Testamento, o mistério da TRI-UNIDADE DIVINA – PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO – já estava revelado à toda Humanidade, mas os olhos estavam fechados para não ver (Ez 12:2, Is 6:9, Êx 31:3, Nm 11:25, 11:28-29, 27:18, Dt 34:9, Ez 11:19, 36:26-27, 37:1, 37:14, 39:29, 43:5, Mq 3:8, Ag 2:5, Zc 4:6, 12:10).
Cremos que, em perfeita consonância com o Antigo, o Novo Testamento confirma a existência de um único Deus, não havendo outro semelhante a Ele (Mc 12:29, Jo 17:3, I Tm 1:17, 2:5, 6:15-16, Jd 1:25).
Cremos que a revelação completa de Deus veio através de Jesus Cristo, quando o “Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1:14), e cumpriu-se a profecia que previa: “E todos os teus filhos serão discípulos do Senhor” (Is 54:13, Jr 31:34, Mq 4:2), e “Ensinados por Deus” (Jo 6:45).
Cremos que aquilo que era apenas “sombra”, ficou nítido a todos os homens com a chegada da “Luz do Mundo” (Is 9:2, Jo 8:12, 12:46, Rm 16:25-27, Cl 2:17, Hb 10:1) esta é a revelação cristã de que Deus é Trino: Pai, Filho e Espírito Santo (Mt 3:16-17, 4:1, Mc 1:8, Lc 1:30-35, 10:21-22, 23:46, Jo 1:1, 14:26, 15:26) e que os Três estão no mesmo nível de Poder e Glória (Jo 16:15, Ap 1:8), e que não há graus de divindade entre os Três, porque são UNO, apesar das diferentes atuações de cada um (Jo 14:8-9). São perfeitamente interligados (Mt 28:19, Jo 10:30, 16:32, 17:22, II Co 13:13, Ef 2:18, 4:4-6, II Ts 2:13-14, I Pe 1:2), conhecendo cada um a vontade dos outros dois (Jo 5:19-23, 26-30, 17:21-23), e trabalham harmonicamente para a redenção humana (Mt 12:31-32, Jo 3:16, 7:37-39, 12:46-50, 14:6, 14:16-17, Hb 10:12). Em muitos casos, agem de tal forma unidos, que é impossível ao limitado ser humano distingui-Los: o Pai e o Filho são o Criador (Gn 1:2, Sl 33:6, Jo 1:1-3,10, Cl 1:17, Ap 4:11) e igualmente Redentor (Jo 1:12-13, 3:16, Ap 5:9). O Filho e o Espírito são o Consolador e Parakletos (Jo 15:26, Mt 28:20, Jo 14:1-3, 16:13-14).
Cremos o Pai é Supremo como a Fonte: Dele procede o Filho (Jo 16:28, I Jo 4:9-14) e o Espírito Santo (Jo 14:16, 26), sendo este enviado pelo Filho da parte do Pai (Jo 15:26, I Co 15:24-28).
Cremos que ninguém pode ter o Pai e o Seu Espírito Santo se primeiro não tiver Jesus, porque Ele é o único que pode purificar o ímpio de todos os nossos pecados, pela Sua Palavra e pelo Seu sangue imaculado, e preparar o nosso corpo para ser a morada do Espírito Santo (Jo 14:6, 14:23, 15:3, At 10:15, 11:9, I Co 3:16, I Jo 1:7, Ap 1:5).
5 – OUTROS SERES ESPIRITUAIS PODEROSOS
Cremos na existência de seres espirituais superiores à raça humana, porque tanto a Palavra como o próprio Senhor Jesus aqui na Terra atestou sobre suas existências.
Cremos que os anjos são espíritos e foram criados por Deus antes da criação do ser humano (Sl 8:4-5, 104:4, Cl 1:16), o que afasta a crença atual de que são espíritos de falecidos. Os números destes seres são incontáveis (Gn 28:12, 32:1-2, Hb 12:22, Ap 5:11) sendo, todos eles, assexuados (Mt 22:30, Mc 12:25).
Cremos que Deus os criou com bons propósitos e, tal como nós, os espíritos são donos de vontades e personalidades próprias. Assim como existem homens bons e maus, também existem espíritos que preferiram ser bons e outros que preferiram ser maus. Aos bons, Jesus chama de “anjos de Deus” (Jo 1:51), e, aos maus, de “espíritos imundos”, “demônios”, “diabo” e “Satanás” (Mt 4:10-11, 13:39-42, 13:49, 16:27, 18:10, 24:31, 24:36, 25:31, 25:41, 26:53, Mc 8:38, Lc 11:24-26). Os bons não têm auréolas, e os maus não têm chifres e nem rabos. Tanto os bons como os maus, em poder e conhecimento, são inferiores a Deus e superiores aos homens (Sl 8:4-5), o que vale dizer que não existem espíritos que precisam da ajuda humana para obterem luz ou evoluírem. Os anjos louvam a Deus e o Filho (Sl 103:19-20, 148:2, Hb 1:6) e não admitem que os homens lhe prestem culto (Cl 2:8, Ap 22:8-9), ao contrário dos espíritos imundos que se fazem adorar em rituais de magia negra, através de oferendas.
Cremos que o salvo jamais deve orar aos “anjos de Deus”, nem acender-lhes velas ou fazer-lhes votos e promessas, porque só a Deus cabe dar-lhes ordem “a nosso respeito” (Sl 91:11). Este cuidado é necessário, porque Satanás “se transfigura em anjo de luz” para enganar os símplices (II Co 11:14).
Por isso que também, desde o Antigo Testamento, Deus proibiu o Seu povo de consultar espíritos adivinhantes ou de mortos “pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR, teu Deus, as lança fora de diante de ti. Perfeito serás como o SENHOR, teu Deus. Porque estas gentes ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o SENHOR, teu Deus, não permitiu tal coisa” (Dt 18:10-14).
Os anjos vão adiante dos salvos para os guiar, proteger e libertar (Gn 24:7, Êx 14:19; 23:20-23, II Cr 32:21-22, Dn 3:28, 6:22, At 5:19, 11:7-11), e, muitas vezes, comunicam aos homens, da parte de Deus, ordens, promessas, avisos e repreensões (Gn 16:9-12, 19:11-18, 22, Nm 22, Jz 2:1-5, 6:11-24, II Sm 24:16-17, I Cr 21:15-30, I Rs 19:5-7, Mt 2:13, 28:2,5, At 8:20, 10:3-6, 11:13-14, 27:23-24). São eles que conduzem os salvos ao bem-estar do além-túmulo (Lc 16:22).
Os anjos anunciaram a concepção de Sansão (Jz 13) de João Batista (Lc 1:11-20) e de Jesus (Lc 1:26-38), bem como o seu nascimento (Lc 2:9-15), e tiveram, inclusive, o privilégio de auxiliar “o Filho do Homem” quando Ele estava aqui na Terra (Mt 4:11, 26:53, Mc 1:13, Lc 4:10, Hb 1:14).
A um destes anjos de Deus coube o privilégio de confortar o Senhor Jesus no Getsêmane, antes da Sua prisão, tortura e morte na cruz (Lc 22:43). Os anjos também estiveram presentes na ressurreição do SENHOR e foram os primeiros a anunciar no cemitério: “Por que buscais o vivente entre os mortos? Ele não está aqui, mas ressuscitou” (Lc 24:5-6, Mt 28:2-7, Mc 16:5-6, Jo 20:12).
Futuramente, os anjos virão tocando a trombeta na volta de Jesus (Mt 16:27, 24:31, 25:31, Lc 9:26, II Ts 1:7) e reunirão os escolhidos (Mc 13:27), através do arrebatamento (Lc 17:34-36), e também estão incumbidos de lançar os ímpios na fornalha de fogo (Mt 13:41-43, 49-50, 25:41).
Satanás, o diabo, é o líder dos anjos caídos (Ez 28:13-17). O nome “Satanás” vem do hebraico e significa “adversário”. Em latim é Satan e significa a mesma coisa. É adversário de Deus e dos seres humanos, criados à imagem e semelhança do Senhor (Ap 12:10). Seu ódio maior é contra os salvos e vive acusando e perseguindo os que servem a Deus (Jó 1:9, Zc 3:1), atrapalhando-os com impedimentos (I Ts 2:18). Satanás tem poder para operar através dos filhos da desobediência (Jo 8:44-47, 13:27, Ef 2:2), colocando-os sob seu controle (Lc 4:6, Jo 12:31, 14:30, I Jo 5:19). Os descrentes e desviados estão sujeitos ao seu comando (At 5:1-11, 26:18, I Tm 5:15), e se o salvo não vigiar, também pode ser usado pelo Inimigo (Mt 16:23).
Satanás, o rei das trevas, tem poder para cegar os entendimentos (II Co 4:4, II Ts 2:9-12), e até seus “apóstolos” são enganados e transformados em enganadores (II Co 11:13-14, Ap 2:9, 3:9). É infiel com os que o servem, e tem poder de morte sobre seus súditos (Jo 10:10, Hb 2:14). Satanás é mentiroso e assassino por essência, chamado por Jesus Cristo de “o pai da mentira” (Jo 8:44).
A palavra “diabo” vem do grego “diabolôs” e significa “acusador, difamador, enganador”, e sua missão é manchar, difamar, envergonhar, derrotar e peneirar os discípulos e servos do Senhor (Jó 1:6-22, Gl 6:1, Ap 12:10).
Satanás também é chamado de “Tentador” e seu objetivo é seduzir, ludibriar e derrubar o salvo (Mt 4:3, Lc 22:31, I Ts 3:5, I Pe 5:8).
O diabo usa o pecado e os vícios para acorrentar as pessoas, e somente Jesus liberta o ser humano da escravidão de Satanás (Jo 8:36, Cl 1:13, I Jo 3:8, Ap 2:10). Porém, mesmo o salvo não está livre dos ataques inflamados e das tentações do Inimigo, que busca incessantemente seguidores para desmoralizá-los com maledicência (I Tm 5:14-15, Mt 6:13, Mc 14:38, Lc 8:13, 22:31-32, At 5:3, I Co 7:5, 10:13, Ef 6:16, Hb 2:18, Tg 1:12, 2 Pe 2:9, Ap 3:10). Satanás teve a audácia de tentar o próprio Cristo, e escrito está que “acabando o diabo toda a tentação, ausentou-se dele por algum tempo” (Lc 4:1-13). O Inimigo nunca desiste e sempre volta com mais espíritos maus (Lc 11:26). Satanás conhece profundamente as Escrituras e é especialista em distorcer a Palavra de Deus para levar os salvos à queda (Gn 3:1-8, Mt 4:6). O diabo enlaça com sutilidade e consegue se infiltrar até mesmo entre os salvos (Jo 6:70), para que caiam em sua mesma condenação, prisão e morte espiritual (I Tm 3:6-7, II Tm 2:26, Ap 20:3-15).
Os demônios, por mais que tentem, não podem separar os verdadeiros salvos “do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8:38-39, I Pe 5:8-9) e a ordem do Senhor para cada um de nós é vigiar para não entrar em “tentação” (Mt 26:41, Mc 14:38, Lc 21:36), sujeitar-se a Deus, resistir ao diabo “e ele fugirá de vós” (Tg 4:7).
Satanás e seus anjos caídos desfecharam o mais violento ataque contra Cristo na noite em que Ele foi traído, ocasião chamada por Jesus de “a hora e o poder das trevas” (Lc 22:53), e mesmo tendo o Inimigo despejado todo o seu arsenal de calúnias, mentiras, difamações, agressões físicas e provocações morais, sucumbiram diante da Santidade e Inocência do Senhor e Seu sacrifício perfeito (Lc 10:18, Jo 12:31-33, I Pe 5:8-10). E muito breve, esta monumental vitória na Cruz (Cl 2:15, I Jo 3:8) será confirmada no esmagamento de Satanás (Rm 16:20). Serão derrotados pelo Arcanjo Miguel e seus anjos (Ap 12:7-9), e essa vitória é “pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho” (Ap 12:11-12), os próprios salvos os julgarão (I Co 6:3), sendo primeiramente lançados no Abismo (Ap 20:2-3) e depois no lago de fogo (Mt 25:41, II Pe 2:4, Jd 6, Ap 20:10-11).
6 – O SER HUMANO: CRIAÇÃO, QUEDA E SEU ESTADO ATUAL
Cremos que o homem e a mulher foram criados por determinação e atuação Divina direta (Gn 1:26-27, 2:7, 2:22, Sl 94:9), e o próprio Deus declara a Sua autoria (Êx 4:11, Is 43:7, 45:12), não sendo o ser humano fruto da “evolução das espécies”.
Cremos que a maneira simplista de a Bíblia relatar esta criação deve-se ao fato de que até hoje não existe mente humana capaz de suportar uma explicação física, química, matemática e científica. Cremos que o propósito de Deus, ao inspirar o relato da criação, foi mostrar o Criador e não dar lições de ciências exatas e humanas.
Cremos que o homem e a mulher foram criados à imagem e semelhança de Deus, tendo recebido poder para dominar a natureza e influir nela, sendo-lhes delegada liberdade, orientação e responsabilidade (Gn 1: 28-30, 2:15-17).
Cremos que todo homem possui natureza moral refletida na sua consciência, sabendo distinguir por si só entre o bem e o mal (Gn 3:22) entre o amor e o ódio (Gn 4:8). E que a Lei de Deus está gravada em cada consciência (Rm 2:14-15).
Cremos que o pecado contamina todos os aspectos da vida do ser humano e que a sua influência altera tudo o que ele pensa, diz e pratica.
Cremos que o pecado coloca o ser humano diante de Deus na mesma condição que o criminoso está para a justiça do País. (Mt 5:21-22, Mc 3:29, Rm 3;19, Tg 2:10).
Cremos que o ser humano, livre para escolher entre a obediência a Deus e a desobediência, tentado pela “antiga serpente, chamada o diabo e Satanás” (Ap 12:9), deu entrada ao pecado em seu coração, perdendo a sua pureza original e corrompendo todo o seu ser, com todas as terríveis consequências desse novo estado pecaminoso: “Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço. Ora, se eu faço o que eu não quero, já não o faço eu, mas o pecado que habita em mim... Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte? ” (Rm 7:19-24). Cremos que o pecado escraviza o homem através de uma força maléfica que o imobiliza, tornando-o cada vez mais incapaz de praticar o bem (Jo 8:34, Rm 7:18-20).
Cremos que pecado é a rebeldia, a insubordinação, a desobediência, a indisciplina à vontade de Deus, que está declarada tanto na Bíblia Sagrada como na consciência humana (I Jo 3:4, Mt 5:21-32). Pecado é não atingir o padrão divino (Lc 15:18,21, Rm 3:23), é ofensa a Deus (Ef 2), é deixar de amar e perdoar o semelhante (Mt 5:38-48, I Jo 3:15, 4:8, Rm 13:9), é deixar de respeitar a personalidade e o direito alheio (Gn 4:5, II Sm 11), é a autossuficiência (Ml 4:1, Lc 1:51, Tg 4:6, I Jo 2:16), é a indiferença (Ml 1:6, Ez 17:19, Mt 23:23), é o orgulho e a altiva presunção de quem se julga capaz de conduzir sua própria vida, repugnando a presença e a interferência de Deus (Sl 1:1, Lc 12:15-21, 14:15-24).
Cremos que o pecado provoca uma terrível separação entre o ser humano e Deus, que se afasta do ímpio para que ele não seja consumido pela santidade do Senhor (Gn 3:23-24, Is 59:2, Lc 5:8, Mt 7:23, 25:41, Lc 13:27, 2 Co 6:17, I Jo 2:28), e que, como salário do pecado é a morte, o pecador está morto espiritualmente (Mt 8:22, Lc 15:24-32, Rm 5:12:21, 6:23, Ef 2:1-5, 5:14, Cl 2:13-15) e que a exclusão definitiva e eterna do pecador da presença de Deus é a segunda morte (Mt 25:41, II Ts 1:9, Ap 20:11-15).
Cremos que é impossível ao ser humano, por seu mérito, boas obras e esforço próprio, apagar os seus pecados e recuperar a pureza perdida, que é indispensável para a sua salvação (Sl 49:6-9).
Além de moralmente perfeito, Deus é Santo. Isto quer dizer que Ele é separado do pecado. Deus diz que é impossível ao pecador ter comunhão com Ele: “Aquele que tiver pecado contra mim, a este riscarei do meu Livro” (Êx 32:33). Deus declara ser o Dono de todas as almas e diz que a própria pessoa responderá diretamente pelo seu pecado: “Eis que todas as almas são minhas. Como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha. A alma que pecar, essa morrerá” (Ez 18:4). No entanto, Deus não deseja a morte do pecador: “Vivo eu, diz o Senhor Deus, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que razão morrereis?” (Ez 33:11).
Para que o pecador arrependido não morresse, Deus estabeleceu no Antigo Testamento um sacrifício feito com animais, que deveriam ser perfeitos, sem defeitos e sem manchas, para morrerem no lugar do pecador. Com isto, Deus quis mostrar Sete Verdades:
Que tal sacrifício era um preço de sangue pela sua culpa. “E como a sua oferta pela culpa, trará ao Senhor um carneiro sem defeito, do rebanho. E o sacerdote fará expiação por ele diante do Senhor e será perdoado de todas as coisas que tiver feito, nas quais se tenha tornado culpado” (Lv 6:6-7). O cordeiro “sem mancha e sem defeito”, simbolizava a inocência e pureza, que eram sacrificadas em favor do pecador (Lv 5:17-19, 6:6-7, 7:1-5).
Que a morte do animal era substitutiva. Ao impor a mão sobre a vítima, o pecador lhe transferia toda a culpa. “Porá a mão sobre a cabeça da oferta pelo pecado e a imolará no lugar do holocausto” (Lv 4:29).
Que o resgate do pecado se dava com derramamento de sangue. “Porquanto é o sangue que fará expiação pela alma” (Lv 17:11b). “E quase todas as coisas, segundo a Lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão” (Hb 9:22).
Que aquele era um sacrifício insuficiente e temporário. A cada novo pecado cometido pelo Ser Humano, exigia-se o sacrifício de um novo animal. “Ora, todo sacerdote se apresenta dia após dia, ministrando e oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca podem tirar pecados” (Hb 10:8).
Que aquele era um sacrifício imperfeito. O animal, quadrúpede e irracional, morria involuntariamente e sem saber o porquê, substituindo o pecador somente no derramamento de sangue, sendo que jamais poderia substituí-lo como Ser Humano, bípede, inteligente, criado à imagem e semelhança de Deus: “Porque é impossível que o sangue de touros e de bodes tire pecados” (Hb 10:4).
Que o sacrifício de animais era indesejável. Um dia seria substituído por outro, muito mais sublime e elevado. O Salmo 40, escrito cerca de 1000 a.C., revela que “Alguém” se apresentou voluntariamente diante de Deus para fazer o Sacrifício Perfeito e Definitivo: “Sacrifício e oferta não quiseste. Abriste-me os ouvidos; holocausto e oferta de expiação pelo pecado não reclamaste. Então disse eu: Eis aqui venho; no rolo do livro está escrito a meu respeito. Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu” (Sl 40:6-8).
Que todo aquele ritual do Antigo Testamento apontava para o futuro Cordeiro de Deus, Perfeito, sem defeito e sem mancha, que viria e morreria como Ser Humano, voluntariamente, no lugar de cada Ser Humano.
7 – O SACRIFÍCIO PERFEITO E DEFINITIVO
É maravilhoso saber que, muito antes de nascer o primeiro pecador, Deus já tivesse preparado o sacrifício de Jesus para morrer como Cordeiro. Por isso está escrito que Ele é o “Cordeiro que foi morto desde a fundação do Mundo” (Ap 13:8).
Do princípio ao fim, o Novo Testamento salienta: “Eis aqui o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29, 36, At 8:32, I Pe 1:18-19, Ap 5:6-14).
Diversas profecias bíblicas revelam este Plano de Deus, mas nenhuma é tão direta como a que está no Livro do profeta Isaías, que O retrata como o Cordeiro que leva as nossas iniquidades:
“Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a boca; como um cordeiro que é levado ao matadouro, e como a ovelha que é muda perante os seus tosquiadores, assim Ele não abriu a boca. Pela opressão e pelo juízo foi arrebatado. E quem dentre os da sua geração considerou que Ele fora cortado da terra dos viventes, ferido por causa da transgressão do meu povo? ” (Is 53:7-8).
Sobre este Cordeiro, semelhante em tudo ao Ser Humano, Deus fez recair todos os nossos pecados:
“Mas Ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades. O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de nós todos” (Is 53:5-6).
Neste texto sagrado nós também somos retratados como “ovelhas”. Por isso o sacrifício do Senhor Jesus é perfeito em todos os sentidos:
Como Humano, Ele morreu por todos os seres humanos. Como Cordeiro, morreu por todas as “ovelhas”. Daí Ele ter dito: “E dou a minha vida pelas ovelhas” (Jo 10:15).
Para ser o Cordeiro válido para o sacrifício, o sumo-sacerdote teria de examiná-Lo atenta e minuciosamente, para ver se não tinha “mancha, mácula ou defeito” (Êx 12:5, Lv 23:12, Ez 46:13).
E no seu julgamento religioso, não apenas o sumo-sacerdote O examinou, como todo o Sinédrio, e ninguém encontrou nele culpa alguma. Nem com falsas testemunhas de acusação (Mt 26:59-60). Foi condenado no tribunal religioso por dizer a Verdade Máxima, que não podia ser negada, conforme se lê no Evangelho:
“O sumo sacerdote, insistindo, disse-lhe: Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus. Respondeu Jesus: EU SOU. E vereis o Filho do Homem assentado à direita do Poder e vindo sobre as nuvens do Céu. Então o sumo sacerdote, rasgando as suas vestes, disse: Blasfemou! Para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que agora acabais de ouvir a sua blasfêmia, pois nós mesmos o ouvimos da sua própria boca. Que vos parece? E todos o consideraram culpado. E respondendo, disseram: É réu de morte”. (Mt 26:63b, Mc 14:62-63a, Mt 26:65a, Lc 22:71b, Mt 26:66a, Mc 14:64b, Mt 26:66b).
A inocência de Jesus era tão visível, que até as pessoas que não O conheciam, ao examiná-Lo, eram obrigadas a admitir Sua pureza, inocência e santidade, como o governador Pôncio Pilatos, que disse: “Haveis-me apresentado este homem como pervertedor do povo; e eis que, examinando-o na vossa presença, nenhuma culpa, das que o acusais, acho neste homem. Nem mesmo Herodes, porque a ele vos remeti, e eis que não tem feito coisa alguma digna de morte” (Lc 23:14-15). “Não acho nele crime algum” (Jo 18:38). E como a multidão insistia pela sua crucificação, Pilatos replicou: “Mas que mal fez este?” (Lc 23:22).
Ao concordar em crucifica-Lo, Pilatos mandou trazer uma bacia com água e lavou as mãos em público, dizendo: “Estou inocente do sangue deste justo” (Mt 27:24).
Mesmo Judas Iscariótes, o traidor, com remorsos, ao vê-Lo condenado à morte de cruz, disse: “Pequei, traindo sangue inocente” (Mt 27:4).
Até o malfeitor, crucificado à Sua direita, ao examinar Jesus durante suas horas de agonia, disse ao companheiro de crimes que morria à sua esquerda: “Nós recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez” (Lc 23:41).
E o Centurião romano, que coordenou a Sua crucificação, ao vê-Lo morrer sem murmurar ou blasfemar, disse: “Verdadeiramente este homem era justo” (Lc 23:47), “Verdadeiramente este era o Filho de Deus” (Mt 27:54).
Antes da Cruz, Jesus desafiou aquela geração a Lhe acusar de qualquer pecado: “Quem dentre vós me convence de pecado? (Jo 8:46).
Nem mesmo os Seus discípulos mais chegados, que desfrutavam da Sua privacidade, puderam vê-Lo cometendo o mais insignificante pecado. Pelo contrário, por terem convivido com Ele durante três anos, 24 horas por dia, um por um testemunhou a Sua santidade, pureza e inocência:
Pedro: “Mas vós negastes o Santo e Justo e pedistes que se vos desse um homicida. E matastes o Autor da Vida, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas” (At 3:14); “Ele não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano” (I Pe 2:22).
João: “E bem sabeis que Ele se manifestou para tirar os pecados. E Nele não há pecado” (I Jo 3:5).
Os Doze: “E nós já temos crido e bem sabemos que tu és o Santo de Deus” (Jo 6:69).
Toda a Igreja: “Agora pois, ó Senhor, olha para as suas ameaças, e concede aos Teus servos que falem com toda a intrepidez a Tua Palavra, enquanto estendes a mão para curar e para que se façam sinais e prodígios pelo Nome de Teu Santo Servo Jesus” (At 4:29-30).
Paulo: “Porque nos convinha tal Sumo Sacerdote, Santo, Inocente, Imaculado, Separado dos pecadores, e feito Mais Sublime que os Céus. Que não necessita, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados e depois pelos do povo. Porque isto fez Ele, uma vez por todas, quando Se ofereceu a Si mesmo” (Hb 7:26).
E até os demônios, que O conheciam desde antes da fundação do mundo, quando O viram andando aqui na Terra, apavoravam-se e diziam: “Ah! Que temos nós contigo, Jesus, nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus” (Mc 1:24, Lc 4:34).
Nenhuma mácula! Nenhum pecado! Ele é o Cordeiro Santo de Deus!
Cremos que Jesus, para tomar o lugar e substituir o ser humano pecador, tinha de viver como um ser humano normal. E o foi no sentido mais absoluto e perfeito. Teve mãe humana, cresceu e desenvolveu-se humanamente. Não apenas comeu e bebeu, como também passou fome, sede e cansaço. Teve todas as emoções e necessidades humanas. Esteve sujeito à todas as tentações do homem e não pecou. Manteve-se preso ao corpo humano e suas consequências: “homem de dores e que sabe o que é padecer” (Is 53:3). Provou a morte – desgraça única da humanidade – e foi sepultado como qualquer mortal (Mt 27:45:66, Mc 15:33-47, Lc 23:44-56, Jo 19:28-42).
Sua Humanidade foi a mais santa que este mundo já viu ou possa ver (Mt 4:2,8:24, 26:28, Mc 3:5, 6:34, 10:14,21, Lc 2:40,52; 22:44; 24:39, Jo 4:6, 8:40, 11:33-36, 12:27, 19:28, I Tm 2:5).
Em vida, Jesus andou com os pecadores, pernoitou em suas casas, comeu e bebeu com eles, chamando-os de “amigos”, “filhos” e “irmãos” (Lc 12:4, 19:5, 7:37-50, Jo 15:15, Hb 2:11).
Ainda que extremamente Santo, jamais rejeitou ou evitou os pecadores, buscando-os com amor e salvando-os (Lc 19:10, Jo 8:10-11).
Sua identificação máxima com os pecadores se deu na hora de morrer, quando assumiu o meu e o seu lugar, colocando-se entre dois pecadores da pior espécie, e morrendo como se fosse também pecador, conforme estava determinado pelo Pai:
“Todos nós andamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho, mas o Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de nós todos. Ele foi oprimido, mas não abriu a sua boca; como um Cordeiro foi levado ao matadouro... foi cortado da terra dos viventes e pela transgressão do meu povo foi Ele atingido... nunca fez injustiça, nem houve engano na sua boca... Todavia ao SENHOR agradou o moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado... o meu servo, o Justo, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si... porquanto derramou a sua alma na morte e foi contado com os transgressores; mas Ele levou sobre si os pecados de muitos e pelos transgressores intercedeu” (Is 53:6-12).
Manteve-se puro porque bem sabia que a Sua missão de libertar os homens da escravidão do pecado só teria êxito se assumisse o lugar do cordeiro inocente, oferecendo o seu corpo sem culpa e sem mancha, para que o seu sangue fizesse expiação em favor dos pecadores (Jo 3:14; 8:28, 12:24, Mt 20:28, 26:24).
Jesus não foi uma vítima involuntária, pois sempre soube a hora que iria ser sacrificado (Jo 7:30, 8:20, 12:23, 13:1, 17:1; Lc 22:53) e deixou-se prender para cumprir a vontade do Pai e salvar os pecadores, através do seu sacrifício perfeito e definitivo (Jo 10:18). Cremos que na cruz, humilhado, ferido, sangrando, das 9:00 da manhã às 3:00 horas da tarde, estava o Salvador que triunfou sobre o pecado, morrendo pelos pecadores!
Paulo, profundo conhecedor da Torá, criado no judaísmo aos pés de Gamaliel, convertido e salvo, escreveu:
“Cristo morreu pelos nossos pecados, de acordo com as Escrituras” (I Co 15:3).
Cremos que Cristo realmente morreu na cruz, e que aquilo não foi “um desmaio”, como afirmam falsamente religiões criadas por homens séculos depois, que não testemunharam nada e não sabem o que dizem, tentando apenas invalidar o que Ele fez.
Pedro, testemunha ocular da Sua morte e sepultamento, escreveu: “Morreu o Justo pelos injustos, para levar-nos a Deus” (I Pe 3:18).
O próprio Jesus, ressuscitado e glorificado, dá testemunho da Sua morte:
“Fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém! E tenho as chaves da morte e do inferno” (Ap 1:18). Glórias a Deus por isso!
E todo o Céu, em adoração, canta um novo cântico, testificando esta Verdade:
“Digno és de tomar o Livro e abrir os seus selos, porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua e povo e nação; e para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a Terra” (Ap 5:9).
Se Ele tivesse apenas desmaiado na cruz, então todo o Céu e Ele mesmo estariam mentindo. Não! Ele não mente, porque odeia a mentira e o falso testemunho! Ele realmente morreu por todos os pecadores, “dos quais eu sou o principal” (I Tm 1:15).
Cremos que ninguém na Terra, nem no Inferno, teria poder para matar YeHOSHUA, o Deus Salvador, e que Ele se entregou voluntariamente por cada um de nós, conforme Ele mesmo disse: “Ninguém tira a minha vida: Eu de mim mesmo a dou” (Jo 10:18). E Ele a deu por amor a mim e a você (Jo 15:13).
Cremos que morreu o Justo pelos injustos, o Inocente pelos culpados, o Puro pelos impuros, o Santo pelos pecadores, o Forte pelos fracos, o Perfeito pelos imperfeitos, para nos conduzir a Deus (Jo 8:46, Rm 5:6-8, II Co 13:4, Hb 9:26-28, I Pe 3:18).
Através da morte de Jesus na Cruz, Deus Se revelou totalmente aos homens (Mt 27:51, Mc 15:38, Lc 23:45). No momento em que Cristo expirou, o véu do templo em Jerusalém se rasgou de alto a baixo, eliminando a barreira que existia entre o ser humano e seu Deus (Mt 27:51). Cremos que é o Sacrifício de Cristo na Cruz que conduz a Humanidade a Deus e traz Deus à Humanidade (Hb 10:19, 20).
Cremos que todo pecador e pecadora que recebe o Senhor Jesus Cristo como Único, Suficiente, Exclusivo e Eterno Salvador, crendo no Seu sacrifício expiatório, recebe de Deus o perdão de todas as suas iniquidades, tem o seu nome escrito no Livro da Vida do Cordeiro, recebe na hora o poder de se tornar Filho de Deus, “e passou da morte para a vida”. Por causa disso, não entrará em condenação! (Jo 1:12, 5:24, Ap 20:11-15).
Cremos que tudo isso é concedido graciosamente ao pecador, sem merecer, porque a salvação é presente de Deus! (Jo 3:16, Ef 2:8-9, Ap 5:9).
8 – A RESSURREIÇÃO DO SENHOR JESUS
Cremos que o mesmo Jesus que morreu na sexta-feira às três da tarde, ressuscitou em carne e ossos no domingo pela manhã, como havia profetizado, sendo visto primeiramente pelos guardas romanos que guardavam o sepulcro, depois por Maria Madalena e pelas demais mulheres, e depois, à tarde, apareceu também para os dois discípulos no caminho de Emaús, depois para os dez discípulos no Cenáculo e, oito dias depois, apareceu para Tomé e os demais apóstolos, e ainda foi visto por mais de quinhentas pessoas, por um espaço de quarenta dias (Mt 27:46, Mc 15:34, Lc 23:44, Mt 17:22-23, 20:18-19, Mc 9:31, 10:33-34, Lc 18:31-33, Mt 28:4, Mc 16:9, Jo 20:16-18, Lc 24:13-34, 24:36-53, Jo 20:19-23, 20:26-29, I Co 15:6).
Cremos na Ressurreição de Jesus, porque ela foi testemunhada pelos guardas: “E eis que houvera um grande terremoto; pois um Anjo do Senhor descera do Céu e, chegando-se, removera a pedra e estava sentado sobre ela. O seu aspecto era como um relâmpago e as suas vestes brancas como a neve. E de medo dele tremeram os guardas e ficaram como mortos ” (Mt 28:2-4). Apavorados, correram para Jerusalém e o Evangelho nos conta: “E eis que alguns da guarda, chegando à cidade, anunciaram aos príncipes dos sacerdotes todas as coisas que haviam acontecido. E, congregados eles com os anciãos e tomando conselho entre si, deram muito dinheiro aos soldados, ordenando: Dizei, vieram de noite os seus discípulos e, dormindo nós, o furtaram. E, se isso chegar a ser ouvido pelo governador, nós o persuadiremos e vos poremos em segurança. E eles, recebendo o dinheiro, fizeram como estavam instruídos. E foi divulgado esse dito entre os judeus, até ao dia de hoje” (Mt 28:11-15).
Diante daquela notícia, transmitida por testemunhas que não tinham nenhum interesse espiritual no caso, o sumo-sacerdote Caifás, que conduziu o falso julgamento de Jesus, pois antes do Seu julgamento já O tinham sentenciado à morte (Jo 11:49-53), bem como todos os sacerdotes do Sinédrio, deveriam ter demonstrado arrependimento e orado a Deus por perdão. Porém, impenitentes, subornaram, mentiram e enganaram, contrariando a Torá, que diz: “Não torcerás o juízo, não farás acepção de pessoas, nem tomarás suborno, porquanto o suborno cega os olhos dos sábios e perverte as palavras dos justos. A justiça, somente a justiça seguirás, para que vivas e possuas em herança a terra que te dará o SENHOR, teu Deus” (Dt 16:19-20). Na quinta-feira já haviam investido trinta siclos de prata para destruir a Verdade e, agora, investem muito mais dinheiro na propagação de uma mentira, que dura até os dias de hoje e tem levado milhões de vidas à ruína eterna. Basta um pouco de raciocínio para se comprovar a fragilidade da mentira arquitetada: Se os guardas estavam dormindo, como podem afirmar que viram os discípulos roubarem o corpo? Quem está dormindo não pode ver nada. E, se viram, por que não impediram que o corpo fosse roubado? Bastaria um simples grito e os discípulos, medrosos que eram, largariam o cadáver e sairiam correndo.
Assim como os inimigos de Jesus investiram muito dinheiro para negar a Sua ressurreição, os salvos devem investir muito mais ainda para anunciar que Ele ressuscitou dos mortos e está vivo pelos séculos dos séculos (Ap 1:17-18).
Cremos na Ressurreição de Jesus, porque ela foi testemunhada por Maria Madalena e pelas outras mulheres: “E, passado o sábado, Maria Madalena, Salomé e Maria, mãe de Tiago, compraram aromas para irem ungi-lo. E no primeiro dia da semana, muito de madrugada, sendo ainda escuro, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado... E de manhã cedo, ao nascer do sol, diziam umas às outras: Quem nos revolverá a pedra da porta do sepulcro? E, olhando elas, viram que a pedra já estava revolvida. E era ela muito grande. E, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus. Correu, pois, Maria Madalena e foi a Simão Pedro e ao outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes: Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram” (Mc 16:1, Lc 24:1a, Jo 20:1b, Lc 24:1b, Mc 16:2b-4, Lc 24:3, Jo 20:2).
As mulheres saíram de casa naquele primeiro dia da semana quando ainda estava escuro e chegaram no jardim do sepulcro com o nascer do sol. Passaram o shabat (descanso) preocupadas com uma coisa desnecessária: ungir um morto, que iria ressuscitar! Também estavam preocupadas com a pedra do sepulcro, que era grande demais até para três mulheres a moverem. Mas esta era outra preocupação desnecessária: Aquele que já havia movido a Rocha da Salvação, também já havia movido a pedra!
Maria Madalena e as outras mulheres, quando viram Jesus ressuscitado, lançaram-se a Seus pés, e não queriam largá-Lo: “E indo elas, eis que Jesus lhes sai ao encontro, dizendo: Eu vos saúdo! E elas, chegando, abraçaram os Seus pés e O adoraram” (Mt 28:9).
Maria Madalena, especialmente, agarrou os pés de Jesus de uma tal maneira, que obrigou o Senhor a dizer: “Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus” (Jo 20:17). Eis mais uma prova maravilhosa que desmente as religiões que ensinam erradamente que Ele ressuscitou “em espírito”, o que por si só é uma aberração e insensatez, porque espíritos não ressuscitam porque não morrem. A aparição de Jesus não era a de um fantasma. Por isso, Jesus teve de ordenar que O largassem e não O detivessem!
Cremos na Ressurreição de Jesus, porque ela foi testemunhada pelos dois discípulos no caminho de Emaús: “Nesse mesmo dia, manifestou-se em outra forma a dois deles que iam de caminho para o campo, para uma aldeia chamada Emaús, que distava de Jerusalém sessenta estádios. E iam comentando entre si tudo aquilo que havia sucedido. Enquanto assim comentavam e discutiam, o mesmo Jesus se aproximou e ia com eles. Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que não o conhecessem. Então Ele lhes perguntou: Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós? Então, eles pararam tristes. E um deles, chamado Cleopas, respondeu-lhe: És tu o único peregrino em Jerusalém que não soube das coisas que nela têm sucedido nestes dias? Ao que Ele lhes perguntou: Quais? Disseram-lhe: As que dizem respeito a Jesus, o nazareno, que foi profeta, poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo, e como os principais sacerdotes e as nossas autoridades o entregaram para ser condenado à morte, e o crucificaram. Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de remir Israel. E, além de tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram. Verdade é, também, que algumas mulheres do nosso meio nos encheram de espanto; pois foram de madrugada ao sepulcro e, não achando o corpo dele, voltaram, declarando que tinham tido uma visão de Anjos que diziam estar ele vivo. Além disso, alguns dos que estavam conosco foram ao sepulcro, e acharam ser assim como as mulheres haviam dito; a ele, porém, não o viram. Então Ele lhes disse: Ó néscios e tardos de coração para crerdes tudo o que os profetas disseram! Porventura não importava que o Cristo padecesse essas coisas e entrasse na Sua Glória? E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicou-lhes o que Dele se achava em todas as Escrituras. Quando se aproximaram da aldeia para onde iam, Ele fez como quem ia para mais longe. Eles, porém, o constrangeram, dizendo: - Fica conosco; porque é tarde e já declinou o dia. E entrou para ficar com eles. Estando com eles à mesa, tomou o pão e o abençoou. E, partindo-o, lho dava. Abriram-se lhes então os olhos e o reconheceram; Nisto Ele desapareceu de diante deles. E disseram um para o outro: Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava e quando nos abria as Escrituras? ” (Lc 24:13a, Mc 16:12, Lc 24:13b-32).
E os dois correram de volta a Jerusalém, que ficava a cerca de treze quilômetros de onde eles estavam, entraram no Cenáculo e disseram aos discípulos a boa notícia:
“Ressuscitou, verdadeiramente, o Senhor e já apareceu a Simão” (Lc 24:34).
Cremos na Ressurreição de Jesus porque ela foi testemunhada pelos dez discípulos no Cenáculo: “Enquanto ainda falavam nisso, na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando os discípulos reunidos com as portas cerradas por medo dos judeus, o mesmo Jesus se apresentou no meio deles e disse-lhes: Paz seja convosco. Mas eles, espantados e atemorizados, pensavam que viam algum espírito. Ele, porém, lhes disse: Por que estais perturbados? E por que surgem dúvidas em vossos corações? Olhai as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo. Apalpai-me e vede; porque um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho. E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos, os pés e o lado. Alegraram-se, pois, os discípulos ao verem o Senhor. Disse-lhes, então, Jesus segunda vez: Paz seja convosco. Não acreditando eles ainda por causa da alegria, e estando admirados, perguntou-lhes Jesus: Tendes aqui alguma coisa que comer? Então lhe deram um pedaço de peixe assado e um favo de mel, o que Ele tomou e comeu diante deles. E lançou-lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem crido nos que o tinham visto já ressuscitado. Depois lhes disse: São estas as palavras que vos falei, estando ainda convosco, que importava que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos. Então lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras. E disse-lhes: Assim está escrito que o Cristo padecesse e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos; e que em seu Nome se pregasse o arrependimento para remissão dos pecados, a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sois testemunhas destas coisas. Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós.
E havendo dito isso, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, são-lhes retidos” (Lc 24:36a, Jo 20:19a, Lc 24:36b-40, Jo 20:20b-21a, Lc 24:41-43, Mc 16:14b, Lc 24:44-48, Jo 20:21b-23).
O Evangelho faz questão de frisar que não foi outro Jesus que se apresentou a eles naquela tarde da Sua ressurreição, mas “o mesmo” que os discípulos conheciam e que morreu na Cruz (Lc 24:36)
Isto é glorioso: o Corpo ressuscitado do Senhor Jesus tem uma nova e desconhecida estrutura molecular, porque preserva a carne e os ossos, mas consegue aparecer e desaparecer quando bem entende. Aqui, o Senhor entrou no recinto, com as portas e janelas trancadas!
Os discípulos pensavam que viam algum espírito, o equivocado teológico que persiste até hoje em muitas religiões, que ensinam que Jesus ressuscitou apenas “em espírito”.
O próprio Jesus desfez tal engano e apresentou cinco tipos de provas da Sua Ressurreição:
1- Prova Pericial: OLHAI AS MINHAS MÃO E MEUS PÉS. Jesus exibe as marcas recentes dos cravos que atravessaram as Suas mãos e os Seus pés. É o Laudo Necroscópico escrito na carne e, pela primeira vez na História da Humanidade, o próprio “cadáver” expõe e registra as conclusões da perícia.
2- Prova Testemunhal: SOU EU MESMO. Jesus nunca mentiu e jamais mentiria. Ele afirma que aquele corpo é o Dele mesmo. Não é um outro corpo emprestado, parecido ou semelhante. Jesus não simula a Sua Ressurreição em carne, porque Ele mesmo disse: “EU SOU a Ressurreição e a Vida” (Jo 11:25).
3- Prova Material: APALPAI-ME E VEDE; PORQUE UM ESPÍRITO NÃO TEM CARNE NEM OSSOS, COMO VEDES QUE EU TENHO. Jesus contesta que teria “ressuscitado em espírito” e apresenta o Seu próprio Corpo como prova inegável de que ressuscitou em carne e ossos. Exibe as mãos, os pés, o lado onde, inclusive, Lhe fizeram o ferimento com a lança, depois de morto.
4- Prova Técnica: TENDES AQUI ALGUMA COISA QUE COMER? Jesus não precisava comer. “Comeu diante deles” para provar que não era um espírito e que o Seu Corpo tem substância.
5- Prova Documental: IMPORTAVA QUE SE CUMPRISSE TUDO O QUE DE MIM ESTAVA ESCRITO NA LEI DE MOISÉS, NOS PROFETAS E SALMOS. Jesus apresenta farta documentação profética das Escrituras Sagradas, que não pode ser contestada, porque narra toda Sua Vida e sofrimento em detalhes, séculos antes de tudo acontecer.
Cremos que Jesus mandou QUE EM SEU NOME SE PREGASSE O ARREPENDI-MENTO PARA REMISSÃO DOS PECADOS, A TODAS AS NAÇÕES porque não há, entre todas as Nações, outro Nome que produz perdão dos pecados e Salvação, simplesmente porque ninguém mais viveu neste Mundo sem pecado, morreu pelos pecadores e ressuscitou vitorioso! Ele é o Único que venceu a Morte e está vivo pelos séculos dos séculos. Por isso, pode garantir a Vida Eterna a todos os que Nele creem! Se as pessoas não acreditarem na Sua ressurreição, perderão a Única chance possível de Salvação.
O Apóstolo Paulo, que já naquela época tinha de combater falsas versões que negavam a Sua ressurreição, escreveu: “E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus, pois testificamos de Deus, que ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou... E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos” (I Co 15:14-18).
Cremos que sem a fé na Ressurreição de Jesus, todos nós estaríamos perdidos porque “se Cristo não ressuscitou” não poderia ter sido o salvador de Si mesmo, quanto mais de um único pecador.
Cremos que é por este motivo que a Ressurreição de Cristo é tão combatida: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados” (v.: 17). É óbvio que quem permanece nos pecados não pode ser salvo. Porém, cremos nisto que a Palavra afirma: “Mas, agora, Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem. Porque, assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por Um Homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo” (I Co 15:14-22).
Cremos que o Cristianismo puro, fiel ao Evangelho, sem “tradições religiosas” e sem idolatrias, é a única fé do mundo que pode oferecer Salvação e Vida Eterna à Humanidade porque só ele tem o Seu Líder ressuscitado! Todos os grandes homens, profetas e líderes religiosos morreram, foram e permanecem sepultados. Somente Cristo foi sepultado e RESSUSCITOU (Mt 28, Mc 16, Lc 24, Jo 20-21), tendo subido aos Céus quarenta dias depois de ressuscitado (Lc 24:50-51, At 1:9-11) e assentado à direita de Deus (Ef 1:19-20).
Cremos que, assim como o tormento e a morte entraram neste mundo pela desobediência de um só homem, a PAZ e a VIDA vieram por nosso Segundo e Perfeito Adão: nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (I Co 15:20-21). E assim como Ele vive, nós também viveremos!
Cremos que não precisamos morrer para saber se seremos salvos, porque Jesus nos oferece, já nesta vida, a certeza da salvação e da Vida Eterna!
“Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha Palavra e crê Naquele que me enviou tem a Vida Eterna e não entrará em condenação, mas já passou da morte para a Vida. Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a Voz do Filho de Deus e os que a ouvirem viverão. Pois assim como o Pai tem Vida em Si mesmo, assim também deu ao Filho ter a Vida em Si mesmo. E deu-lhe autoridade para julgar, porque é o Filho do Homem. Não vos admireis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a Sua Voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a Ressurreição da Vida. E os que tiverem praticado o mal, para a Ressurreição do Juízo” (Jo 5:24-28, 10:10, Mt 25:31-46, Ap 20:11-15).
